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Governo
aposta no
software, hardware
e na tv digitals
O
governo federal tem muitas pendências
pela frente no setor de
informática. Na área de software,
é
urgente fortalecer a indústria
brasileira para abastecer o mercado
doméstico e exportar. O País importa
US$ 1 bilhão e exporta US$100 milhões
em softwares anualmente. O segmento
também carece de investimentos na pesquisa
e produção. Apenas 2% das desenvolvedoras
brasileiras são consideradas
de grande porte e poucas têm certificados
de qualidade, que abrem as portas
do comércio exterior.
Um dos pontos importantes, apoiados pelos empresários, é a predisposição do governo de dar preferência aos produtos nacionais em licitações públicas, antiga reivindicação das desenvolvedoras de software. As compras governamentais representam mais de 20% do faturamento do setor e, de acordo com as empresas brasileiras, o privilégio sempre foi das multinacionais.
A indústria de hardware, por sua vez, quer a redução da carga tributária para tornar os preços mais competitivos. Atualmente, o mercado cinza, que vende computadores montados com peças contrabandeadas e softwares piratas, domina 75% do setor, segundo os empresários. Os preços praticados no comércio ilegal são cerca de 30% mais baixos. Os fabricantes consideram as conquistas recentes, como a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para computadores de até R$ 11 mil, insuficientes para enfrentar a concorrência do mercado paralelo.
Outro segmento da tecnologia da informação que desafia o governo é o de TV digital. O Ministério das Comunicações entregou ao Executivo a proposta de criação de padrão nacional. A decisão sepultou as chances das três tecnologias que alimentaram tanta polêmica no passado: o ATSC (americano), o DVB (europeu) e o ISDB (japonês). A proposta entende que a adoção de qualquer outro padrão não atenderia às necessidades do País, como a redução da dependência tecnológica e do pagamento de royalties e licenças, fatores que contribuem para o déficit na balança comercial.
O documento destacou que a demanda gerada pela TV Digital deverá estimular o crescimento de segmentos em que o País ainda é carente, como o de semicondutores.
A
questão da inclusão digital
também foi inserida pela primeira vez nas
discussões. As diretrizes determinam que
os canais da TV digital sejam abertos e
possibilitem o acesso à Internet.
Marcopolo
lança financiamento digital
AMarcopolo S.A., em parceria com o Banco BVA S/A, colocou à disposição, na internet, o FinamExpress, instrumento de pré-aprovação de operações de crédito com recursos do Finame. Para ter acesso ao novo sistema, basta entrar no site da fabricante (www.marcopolo.com.br), preencher e encaminhar a proposta. O cadastro será analisado diretamente pelo BVA, em até 72 horas. Para ter acesso ao produto, o interessado entra no link Financiamento e vai direto à página do FinamExpress; segue as instruções e preenche uma ficha. Ao final, receberá, por e-mail, uma senha que servirá para identificar a proposta de financiamento e deverá ser encaminhada ao representante da Marcopolo. Para adquirir a pré-aprovação de financiamento nãoé necessário ter conta corrente em nenhum banco. A única exigência é que o cliente atenda aos requisitos da linha Finame, como ter as certidões negativas de débito com a união.
Siscomex
na Internet
Desde final de maio, os exportadores contam com o Siscomex via Internet, através de programa da Secretaria da Receita Federal. Isso significa dizer que as empresas não precisam mais ter linha telefônica para acessar o serviço. A Receita explicou que o exportador tem apenas que baixar o programa no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Os novos exportadores precisarão obter na Receita Federal o credenciamento para utilizar o Siscomex. Já estão sendo ultimados os preparativos para a liberação, na Internet, do Siscomex Importação.
Celular é líder
de dinâmicos
No ano passado, apenas oito entre 260 setores industriais brasileiros exportaram produtos em segmentos considerados dinâmicos no mercado mundial. Destes, apenas um - o de produção de celulares - teve desempenho expressivo, com vendas externas de US$ 1,47 bilhão. No conjunto, os setores enquadrados como dinâmicos exportaram US$ 1,78 bilhão em 2002, equivalente a 2,9% de tudo o que o País embarcou para o exterior, segundo dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Em 2003, a proporção se manteve: os dinâmicos exportaram US$ 515 milhões ou 2,5% do total. Segmentos dinâmicos são aqueles em que a demanda global cresce mais de 10% ao ano.
Os
3 "Is" da indústria
de softwares: Índia,
Israel e Irlanda
Índia, Irlanda e Israel já integram o primeiro time exportador de softwares e produtos relacionados. Para os especialistas no assunto, demanda, visão estratégica, e vínculos internacionais podem se tornar fatores críticos para o comércio exterior de softwares. A indústria indiana, de modo particular, é apontada como grande competidora no mercado internacional de softwares. A Í ndia possui programadores com alta qualificação e domínio da língua inglesa, o que contribui para a realização de operações de fabricantes norte-americanos, como o Adobe e a Computer Associates, em território indiano. O país, aliás, é freqüentemente apontado como modelo de política de desenvolvimento e exportação que deveria ser seguido pelo Brasil. O Brasil poderá ter o Oriente Médio como um novo mercado importador de softwares. Em diversos países islâmicos, existe restrição cultural em comprar produtos norte-americanos e indianos em decorrência de sua belicosa relação com o Paquistão, seu vizinho muçulmano. A discreta modernização e o crescente acesso à Internet percebidos naquela região são fatores que abrirão portas para os softwares brasileiros.
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