Em 1990, Rita
partiu para o bem sucedido
projeto Bossa n' roll,
caindo na estrada com o show
mais assistido de 91 e lançando
no Brasil a febre dos discos
acústicos. Revia seus 25 anos de
carreira acompanhada apenas por
dois violões. No palco, apenas
Rita e Alexandre Fontanetti. 350
mil cópias depois, montou uma
banda de rock nos moldes do
Tutti Frutti, voltou para o
estúdio e retomou a dobradinha
que fazia com Lúcia Turnbull, na
época.
No início do ano
de 95, só se falava nos shows
que os Rolling Stones fariam no
Brasil. De próprio punho, Mick
Jagger passou um fax para a
produtora brasileira exigindo a
apresentação de Rita nos shows
de abertura. Convite feito e
aceito, Rita roubou a cena dos
americanos do Spin Doctors com o
melhor show de abertura.
Poucas semanas
antes da apresentação, Rita
havia sido internada. Os boatos
davam conta de tentativa de
suicídio, que a roqueira
explicou como um leve acidente à
base de chá de Trombeta. Rita
passou alguns dias internada,
chegando a ficar em estado de
coma, o que preocupou seus fãs e
a produção dos Stones. No palco,
mostrou que estava completamente
recuperada do que chamou de "um
exagero de fim de ano". No
último dos dois dias da
apresentação carioca, recebeu o
telefonema de Mick Jagger
pedindo que trocasse de lugar
com os Spin Doctors e fizesse o
show imediatamente antes dos
Stones.
Dessa rápida
apresentação, saiu a turnê A
marca da Zorra, que marcou a
volta de Roberto de Carvalho ao
comando da banda.
Um ano depois,
tornou-se a primeira mulher e
primeira figura do pop a receber
o Prêmio Shell para a Música
Brasileira. No início de 97, foi
a vez do já tradicional Prêmio
Sharp de Música homenagear Rita
em uma festa de gala no Teatro
Municipal do Rio de Janeiro.
Com a parceria
com Roberto efetivamente
retomada, ainda que não
creditada, Rita saiu na turnê de
divulgação do CD Santa Rita
de Sampa com mais um membro
da família na banda: o filho
Beto Lee.
Para comemorar
seus cinqüenta anos, Rita em
turnê com o show Acústico,
mais um da série de musicais
produzidas pela MTV brasileira.
O disco foi um grande sucesso,
com 650 mil cópias vendidas.
Em 2000 mais uma
vez retomou as guitarras e usou
influências da música eletrônica
no disco e show 3001.