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Nova York sem estresse

Uma vez por ano, milhares de pessoas têm o privilégio de conhecer quatro distritos de Nova York (Brooklyn, Queens, Bronx e Manhattan) a pé, com o trânsito interrompido e milhões de pessoas aplaudindo. É a Maratona de Nova York, sem dúvida a mais charmosa do mundo


As pernas do queniano Martin Lel são máquinas de correr. As longas passadas são constantes e determinadas. O olhar está fixo em algum ponto imaginário, procurando vencer cada metro, cada quilômetro, cada milha, da maneira mais rápida.

Ele nem se importa com o grito frenético da multidão postada ao longo do percurso. Está concentrado. Tão concentrado que só abre os braços para comemorar quando cruza a linha de chegada, em 2h10’30”, longe do etíope Tesfaye Jifar, detentor do recorde de 2h07’43”. Mas neste ano foi diferente. O calor anormal para a época do ano foi responsável pela maior dificuldade da prova. Doze minutos depois, a também queniana Margaret Okayo cruzou a linha de chegada para vencer na categoria feminina.

Como o espetáculo foi queniano e nenhum corredor americano se destacou, o show ficou por conta de milhares de corredores anônimos que fazem a alegria da maratona nova-iorquina. Neste ano, cruzaram a linha de chegada 31.489 corredores, e o último deles foi John Martinez, com o tempo de 5h52’32”, muito aplaudido, como todos os demais que passaram felizes pelas ruas dos distritos de Brooklyn, Queens, Bronx e Manhattan. A largada aconteceu em State Island, na Ponte Verrazano. A chegada foi cercada de muito glamour no Central Park.

Como sempre, a maratona recebe muitas celebridades. Neste ano não foi diferente. O astro americano da música hip hop Sean Combs não apenas correu e terminou em 4h14’54” como também promoveu uma campanha de arrecadação de fundos para a Children’s Hope Fundation e escolas da cidade, que teve um total de US$ 2 milhões. Também o inglês sir Ranulph Fiennes, de 59 anos, correu em Nova York sua sétima maratona em sete dias. Começou a semana correndo na segunda-feira na Patagônia, terça nas Ilhas Falkand, quarta estava em Sydney, Austrália, quinta em Singapura, sexta em Londres, sábado no Cairo e domingo em Nova York.

Ufa! Com exceção de Nova York, as demais corridas foram realizadas em percursos aferidos, mas não em competição.

Entre os brasileiros, que a cada ano são em menor número na prova, o destaque foi a modelo-apresentadora Daniella Cicarelli, que completou sua primeira maratona, e o editor da running br, José Wilson Vieira de Andrade, que completou sua sétima maratona de Nova York.

Masculino:     Feminino:  
1o – Martin Lel, Quênia, 2h10’30”   1a – Margaret Okayo, Quênia, 2h22’31”
2o – Rodgers Rop, Quênia, 2h11’11”
3o – Christopher Cheboiboch, Quênia, 2h11’23”
4o – Elly Rono, Quênia, 2h11’31”
5o – Alberto Di Cecco, Itália, 2h11’40”
  2a – Catherine Ndereba, Quênia, 2h23’03”
3a – Lornah Kiplagat, Holanda, 2h23’43”
4a – Lyudmila Petrova, Rússia, 2h25’00”
5a – Lyubov Denisova, Rússia, 2h25’58”
     
Cadeirantes:     
1o – Krige Schabort, África do Sul, 1h32’19”
2o – Ernest Van Dyk, África do Sul, 1h35’36”
3o – Saul Mendonza, México, 1h35’37”
 
   
     

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