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Artigos |
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| edição 42 - Novembro 2005 |
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| A dengue, mais uma vez. |
| Aumento de 95% na incidência da doença em 2005 sinaliza novo pico endêmico. |
| por Maria da Glória Teixeira |
Recursos significativos têm sido investidos nos programas de combate ao mosquito transmissor da dengue, mas os resultados não são promissores.
As dificuldades de controle da doença estão relacionadas à extraordinária capacidade de adaptação do Aedes aegypti ao ambiente habitado pelo homem e à inexistência de uma vacina segura e eficaz. A despeito das iniciativas adotadas para o aprimoramento técnico e aumento de cobertura da intervenção contra o mosquito, o problema vem se agravando.
A dengue, atualmente, é um dos principais problemas de saúde pública do mundo, devido à sua grande expansão geográfica (afeta quatro continentes), às complexas características clínico-epidemiológicas e, principalmente, às dificuldades enfrentadas para seu controle. Embora a maioria dos indivíduos acometidos desenvolva a dengue clássica, alguns apresentam formas graves, particularmente a febre hemorrágica da dengue e a síndrome de choque da dengue (SCD), quando passa a existir risco de óbito, caso não haja tratamento rápido e adequado.
O Brasil, desde a década de 1980, vem apresentando sucessivas epidemias de dengue de expressiva magnitude. Na maior delas, em 2002, foram contabilizados mais de 700 mil casos. Os grandes centros urbanos do país têm sido os mais afetados em função da elevada densidade populacional e condições deficientes de saneamento ambiental.
Inicialmente, foram observados dois picos epidêmicos de magnitude semelhante, um entre 1986 e 1987 e outro entre 1990 e 1991. No primeiro episódio foi isolado o sorotipo DEN1, e no segundo tanto DEN1 quanto DEN2, quando surgiram os primeiros casos da febre hemorrágica da dengue. |
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 | Maria da Glória Teixeira Epidemiologista, é professora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Universidade Federal da Bahia ( UFBA). |
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