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Artigos |
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| edição 86 - Julho 2009 |
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| Ameaças e Defesas, numa Pandemia |
| Ainda não existe uma vacina contra o vírus H1N1, mas isso não justifica o pânico. Melhor a fazer é tomar cuidados básicos |
| por Francisco Oscar de Siqueira França e Tânia S. Souza Chaves |
[continuação]
A história documenta que as pandemias ocorrem com intervalos constantes, em média de 10 a 50 anos, e a gripe espanhola figura como uma das mais devastadoras. Estima-se que cerca de 50% da população mundial tenha se infectado. Ao menos 25% tiveram infecção clínica o que, em dois anos, resultou na morte de 20 a 50 milhões de pessoas em todo o mundo.
Entre 2003 e 2005 houve a iminência de uma nova pandemia, a partir da circulação de um novo tipo de vírus influenza com elevada patogenicidade: a Influenza AH5N1 ou gripe aviária. Embora tenha havido muitas discussões a respeito dos possíveis resultados catastróficos da Influenza AH5N1, até agora, a pandemia não ocorreu.
A influenza pode ser sazonal ou epidêmica, e o quadro clínico de ambas se caracteriza por febre de início súbito, associada a calafrios, dor de garganta, tosse seca, dores musculares e algumas vezes diarreia. A gripe sazonal, apesar de sugerir uma doença banal, é muito mais que isso. Estima-se perto de 500 mil mortes diárias por complicações da influenza, especialmente entre portadores de alguma debilidade.
Em fins de abril passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notifi cou a ocorrência de casos humanos de Influenza AH1N1 no México e, posteriormente, nos Estados Unidos, e, em seguida, o Regulamento Sanitário Internacional da OMS declarou o fato como emergência em Saúde Pública de Importância Internacional. |
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| Francisco Oscar de Siqueira França e Tânia S. Souza Chaves Francisco Oscar de Siqueira França é médico do Hospital Vital Brazil do Instituto Butantan e da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Tânia S. Souza Chaves é médica infectologista e responsável pelo Ambulatório dos Viajantes do HCFMUSP. |
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