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Artigos |
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| edição 86 - Julho 2009 |
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| Ameaças e Defesas, numa Pandemia |
| Ainda não existe uma vacina contra o vírus H1N1, mas isso não justifica o pânico. Melhor a fazer é tomar cuidados básicos |
| por Francisco Oscar de Siqueira França e Tânia S. Souza Chaves |
[continuação]
Pesquisas demonstram que o H1N1 é decorrente de uma tripla recombinação genética que inclui genes do vírus influenza de origem humana, aviária e suína. A transmissão da doença ocorre de pessoa a pessoa, através das gotículas eliminadas pela tosse e espirro. O contato com superfícies contaminadas é uma fonte provável de infecção.
Desde o início da ameaça, a OMS tem orientado os países membros a intensificar seus esforços nos planos de preparação para o enfrentamento da ameaça. O Brasil dispõe de um plano de prevenção e controle para enfrentar uma pandemia, com estratégias específicas para a abordagem dessa situação.
Ocorre, neste momento, uma estreita integração do sistema de vigilância epidemiológica nos diferentes níveis de atuação em escalas federal, estadual e municipal, com resposta rápida na investigação de casos suspeitos, em diferentes momentos desde a assistência, o diagnóstico laboratorial e o tratamento. Isso significa que não há razões para pânico por parte da população.
Ainda não existe uma vacina disponível para o novo subtipo de influenza. Seria altamente desejável que essa defesa existisse. Na ausência dela, no entanto, o melhor que se pode fazer é recomendar a viajantes com destino às áreas afetadas que sigam rigorosamente as orientações médicas dos serviços locais de saúde, incluindo o uso de máscaras cirúrgicas, especialmente nas áreas afetadas e com grande aglomeração humana. Além disso, pessoas com sintomas de gripe devem tomar o cuidado de utilizar lenços descartáveis para evitar, em caso de tosse ou espirro, a liberação indesejável do vírus de que são portadoras. Outra medida é lavar as mãos com água e sabão, medida simples que pode ajudar, e muito.
Claro que, em caso de manifestações clínicas, a assistência médica deve ser procurada imediatamente. |
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| Francisco Oscar de Siqueira França e Tânia S. Souza Chaves Francisco Oscar de Siqueira França é médico do Hospital Vital Brazil do Instituto Butantan e da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Tânia S. Souza Chaves é médica infectologista e responsável pelo Ambulatório dos Viajantes do HCFMUSP. |
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