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FOTOS POR BRUCE GILBERT/EARTH INSTITUTE; ILUSTRAÇÃO POR MATT COLLINS |
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A indústria automobilística americana, nos últimos meses, tem sido largamente aviltada, com toda a opinião pública contra uma ajuda financeira do governo. A indústria caiu na armadilha de altos custos, incluindo benefícios impossíveis, uma situação extremamente confusa de obrigações contratuais e ações normativas, que permitiram a produtores estrangeiros tomar uma parcela cada vez maior do mercado. Pior, as Big Three (Chrysler, Ford e General Motors) continuaram a promover os utilitários esportivos (SUVs) “sedentos de gasolina”, enquanto aumentavam os riscos ao clima e à conservação da energia. Até certo ponto, a indústria também está pagando pelo aumento do custo na saúde nacional, que deveria estar sob um controle público melhor, e por diretrizes inadequadas de rendimento do combustível e baixos impostos sobre a gasolina (se comparados aos da Europa e leste da Ásia), que facilitaram a demanda de consumo para veículos maiores. Porém, muitos dos problemas da indústria resultam de seus próprios erros estratégicos.
Não obstante, o desdém por essa indústria falha ao não entender quatro pontos cruciais. O primeiro, um colapso das Big Three, somaria outra calamidade econômica à já perturbada crise. Milhões de empregos seriam perdidos em lugares com altas taxas de desocupação e não haveria compensação para a criação de novos postos. O segundo, a má situação dos fabricantes de carros, é o resultado de um colapso dramático de todas as vendas de veículos, antes de ser uma redução da parcela americana dessas vendas. As Big Three não se encontrariam à beira do precipício da insolvência se não fosse pela pior recessão desde a Grande Depressão. O terceiro, a liderança pública e política que traz uma enorme co-responsabilidade na mal orientada era dos SUVs, com sua flagrante negligência de segurança energética, riscos climáticos e empréstimos domésticos insustentáveis.
O quarto e mais crítico, foi a mudança para automóveis de alta milhagem, que demanda esforços públicos e privados. A principal mudança tecnológica, máquinas de combustão interna para veículos elétricos recarregáveis numa grade elétrica limpa, ou com combustível de hidrogênio, requer uma infusão massiva de diretrizes e investimentos públicos. As pesquisas e seu desenvolvimento dependem de enormes desembolsos, e grande parte desse P&D deveria, sob qualquer circunstância, tornar-se propriedade intelectual pública antes de privada. Essa é a razão por que durante um século o governo americano subvencionou a área de P&D em muitas indústrias, incluindo aviação, computação, telefonia, internet, desenvolvimento de medicamentos, geração de indústrias avançadas, satélites e GPS. |