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Artigos |
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| edição 85 - Junho 2009 |
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| Observatórios Astronômicos Municipais |
| Centros podem ter atuação ampla e diversificada na sensibilização para a ciência |
| por Paulo Sergio Bretones |
Neste Ano Internacional da Astronomia, mais de 130 países estão promovendo programações com ênfase em divulgação e atividades educacionais visando aumentar o interesse dos jovens pela ciência. Em agosto será realizada, no Rio de Janeiro, a 27a. Assembléia Geral da União Astronômica Internacional (IAU), evento que reunirá astrônomos profissionais do mundo todo.
Mas, além de movimentos e reuniões internacionais, o que pode ser feito no âmbito local para despertar o interesse das pessoas e particularmente dos jovens?
A observação do céu, a olho nu, ou com instrumentos desperta o fascínio de qualquer um.
É impossível ser indiferente à visão de um eclipse, de uma estrela cadente ou de um cometa. E o que dizer de observações com telescópios envolvendo planetas, aglomerados de estrelas, nebulosas e galáxias?
A astronomia tem origem em muitas culturas como a mais antiga das ciências, determinante no domínio da agricultura pelo conhecimento dos calendários. Mesmo sem percebermos, está presente na vida cotidiana, na determinação dos calendários e na contagem do tempo, na das estações, no clima, na orientação à navegação e na evolução da vida.
Sempre tão presente que, quase sempre, carece de maiores informações para sistematizar esse conhecimento e dar conta das perguntas dos seus alunos, no caso de professores. Como área do conhecimento – daí a sua importância na educação – está ligada a todas as disciplinas, como física, geografia, química, matemática e história, entre outras. Assim, os conteúdos astronômicos fazem parte, de várias formas, do programa escolar e dos livros didáticos.
Como hobby, e com a ajuda da internet, a astronomia é praticada por muitos amadores em todo o mundo e pode atrair estudantes para várias áreas e carreiras. Em 1996, participei de um colóquio da IAU em Londres, quando apresentei um trabalho que tratava de como convencer prefeituras municipais a construir centros de astronomia. Na época, fiz entrevistas com colegas que me contaram a história e os passos que seguiram para implementar alguns dos primeiros observatórios municipais no Brasil, como os de Campinas, Americana e Piracicaba. |
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| Paulo Sergio Bretones professor de astronomia; é autor dos livros Os segredos do Sistema Solar e Os segredos do Universo, da Atual Editora. |
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