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Artigos |
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| edição 74 - Julho 2008 |
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| Para salvar a Amazônia |
| Mais que nunca é indispensável mobilizar a inteligência e capacidade científica nacionais |
| por Sérgio Abranches |
[continuação]
Difícil é salvar a floresta. Sua salvação requer o contrário do que se usa para destruí-la: sofisticação, conhecimento, ciência, tecnologia, boas práticas e boa governança. Há base científica para o bom manejo florestal. Mas não há condições de governança para garantir sua aplicação. A tecnologia de sensoriamento remoto e interpretação de seus dados permite hoje implantar o zoneamento econômico-ecológico com régua e compasso. Falta autoridade para isso.
Não sabemos ainda quanto existe nela de biodiversidade para ser aproveitada, com a floresta em pé, para fins nutricionais, medicinais, cosméticos e outras aplicações econômicas. Precisamos aprender mais e muito rapidamente sobre esse patrimônio, para podermos formular uma agenda que desenvolva a Amazônia, interrompendo sua destruição. A agenda de hoje, concebida nos anos 70 pelos militares, para ocupar e abrir a fronteira agrícola do Norte, é destrutiva. Hoje conhecemos bem seu clima, sua hidrologia e sua macroecologia. Precisamos dominar sua biologia econômica, para salvá-la do avanço da economia do desperdício e da destruição. A saída para a Amazônia está na ciência, na tecnologia e na capacidade da sociedade brasileira de escolher protegê-la, valorizá-la e criar os mecanismos institucionais de governança, acabando com os álibis e a impunidade. Sem alternativas econômicas compatíveis com a manutenção da floresta em pé vamos ficar sempre no círculo vicioso da repressão circunstancial e do desmatamento sistemático. É preciso mobilizar a inteligência e a capacidade científica nacional para formular uma nova agenda de desenvolvimento para a Amazônia. |
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 | Sérgio Abranches É sociólogo, colunista de o eco e comentarista do CBN-ecopolítica. |
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