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Participação brasileira nas missões Apollo
País integrou rede internacional de observação lunar preparatória para pouso de missão tripulada
por Nelson Travnik
[continuação]

Como não se conhecia uma explicação científica satisfatória para esses fenômenos em um astro então considerado morto, e diante que algo poderia acontecer as tripulações das naves quando estivessem para pousar, a Nasa-JPL decidiu criar uma rede internacional de observadores encarregados de patrulhar nosso satélite intensivamente. Surgiu, então, a Rede Internacional de Observadores Lunares, coordenado (Lion, na sigla em inglês) pela Dra. Bárbara M. Middlehurst. Em 1968 ela esteve no Rio de Janeiro nomeando o astrônomo Ronaldo R.F.Mourão para coordenar o programa no Brasil.

A equipe inicial desse programa contou então com os cinco mais experientes observadores: Rubens de Azevedo e Jean Nicolini (já falecidos), José M.L.da Silva, Cláudio Pamplona e Nelson Travnik. Essa equipe treinou outros astrônomos na técnica dessas observações e até a missão Apollo o grupo já contava com 23 participantes. Da missão Apollo 8 até a 13 foram feitos 63 relatos. Para uma análise meticulosa das observações fui designado para fazer uma avaliação das três observações mais importantes em território nacional. O resultado foi publicado em 1972 pela Universidade do Sertão, convênio FPI.INDEP. Ao final deste trabalho feito no Brasil e em muitos países ficou a pergunta : a Lua é realmente um astro morto?

Outra colaboração brasileira às missões Apollo e até certo ponto curiosa e veio de uma cidade do Estado de São Paulo: Águas de Lindóia. A Nasa, após pesquisar em diversas fontes de águas minerais no mundo, optou pela água dessa cidade por ser detentora das maiores propriedades diuréticas e elevado nível de radioatividade. Ela abasteceria os tripulantes da missão Apollo.

A nota fiscal nº 20.218 de 02/04/1969 da extinta Cervejaria Amazonas Ltda, distribuidora no Rio de Janeiro, consta a aquisição, pela Nasa, de 100 dúzias de recepiente de ½ litro da água mineral Lindóia Carrieri. Na nota consta o envio pelo Aeroporto Santos Dumont ao Centro Espacial Kennedy. A nota original encontra-se exposta na Prefeitura Municipal dessa cidade.
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Nelson Travnik é diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba, astrônomo fundador do Observatório Municipal de Americana e atuou de 1977 a 1996 no Observatório Municipal de Campinas “Jean Nicolini”.
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