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Artigos |
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| edição 32 - Janeiro 2005 |
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| Topografia, paisagem e ecologia |
| É indispensável levar em conta a história do relevo e os seres vivos que o povoam |
| por Aziz Nacib Ab`Sáber |
As exigências metodológicas para um conhecimento da natureza de uma região qualquer do território intertropical e subtropical brasileiro têm sido cada vez mais amplas e integrativas.
Não é mais possível centrar observações sobre as feições topográficas, as médias climáticas e a hidrografia. Além de aperfeiçoar o tratamento de tais fatos, é preciso realizar uma trajetória entre o mundo físico, o mundo geoecológico e o biótico regional, culminando nas apreciações do delicado e complexo problema das ações antrópicas cumulativas, que responderam pela conjuntura e dinâmica do chamado espaço total regional.
Com base nessas premissas, pode-se tentar elaborar uma seqüência mais rica de tópicos a pesquisar. 1) Compartimentalização morfológica regional, explicada por fatos da história geológica, sobrepostos pela história geomorfológica terminal (velhos aplainamentos; aplainamentos neogênicos; formação dos vales; níveis intermediários de encaixamento; terraceamentos e planícies de inundação). 2) Feições morfológicas de cada um dos escalões do relevo. 3) Mosaico dos solos regionais, dependente dos processos pedogênicos recentes sobre o embasamento rochoso herdado do passado e condicionantes climáticos, bem como a evolução integrada do solo com a vegetação-clímax.
Na interpretação da gênese dos compartimentos regionais, é indispensável levar em conta as interferências tectônicas, relacionadas com os soerguimentos epirogênicos, arqueamentos macrorregionais, falhamentos escalonados, bacias sedimentares de compartimentos de planalto, além das conseqüências dos movimentos glacioestáticos para a evolução das regiões costeiras. |
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 | Aziz Nacib Ab`Sáber é professor emérito da FFLCH/USP e professor honorário do Instituto de Estudos Avançados/USP. |
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