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Notícias |
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| 01 de julho de 2009 |
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| A aranha destrói os próprios genitais após a cópula |
| Depois de se acasalar, algumas aranhas-macho destroem os apêndices que utilizam para fecundar as fêmeas |
| por Brendan Borrell |
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Cortesia de Jonathan Coddington |
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| Urdideira com globos dourados |
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No cefalotórax (cabeça fundida ao tórax) das aranhas, geralmente existem quatro pares de olhos simples na região anterior e seis pares de apêndices articulados. Cada par de apêndices contém um acúleo em forma de garra onde se abre o ducto de uma glândula de veneno situada no cefalotórax. O par anterior é o de quelíceras, usado na captura de alimento. O segundo par é o de pedipalpos, que são curtos e servem para esmagar o alimento. São usados também como estruturas de percepção tátil, mas os machos podem usá-los para introduzir o esperma na fêmea. Os quatro pares restantes são patas locomotoras.
Você provavelmente sabe que normalmente as abelhas morrem depois de picar uma pessoa, quando seu ferrão farpado é arrancado do abdômen. Mas você sabia que depois de se acasalar, algumas aranhas-macho quebram as extremidades do par de pedipalpos? É isso mesmo. E depois, esse “eunuco” mutilado fica rodeando a fêmea na teia impedindo que ela se aproxime de seus competidores.
Em trabalho publicado em maio, no Evolution, Jonathan Coddington da Smithsonian Institution, juntamente com seus colegas Matjaz Kuntner e Jutta Schneider estudaram a evolução dos órgãos genitais de machos e fêmeas de 32 espécies de aranhas Nephilidae, incluindo a urdideira com globos dourados.
Enquanto vários estudos de seleção sexual se concentraram em como os machos competem entre si pela dominância e como as fêmeas escolhem seus companheiros, a genitália das aranhas mostra um outro lado da história: que a batalha dos sexos continua durante, e até depois do sexo. Os machos querem se assegurar de que seu esperma ─ e somente o seu ─ tenha fertilizado os ovos da fêmea. Já as fêmeas gostariam de ter uma relação mais aberta...
O resultado, segundo Coddington, é que os genitais de machos e fêmeas se tornaram extremamente complexos ao longo de sua evolução. Os machos foram desenvolvendo gradualmente ganchos, farpas e prensas em seus pedipalpos enquanto a genitália das fêmeas se transformou de uma fenda com um duto curto e reto, em uma série de câmaras elaboradas tornando a cópula mais difícil.
“O sexo é uma das forças mais poderosas da evolução,” observa Coddington “e isso fez com que as aranhas desenvolvessem um ato sexual dos mais estranhos entre os animais terrestres.” |
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