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Notícias |
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| 24 de outubro de 2008 |
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| A noção de probabilidade não é intuitiva |
| Graças à tendência de confirmação que nos é inerente, procuramos e encontramos evidências que confirmem o que já acreditamos e ignoramos ou descartamos evidências que contradizem nossas crenças. Lembramos apenas de coincidências extraordinárias e esquecemos o imenso arcabouço de dados insignificantes |
| por Michael Shermer |
Já aconteceu de você se aproximar do telefone para ligar para um amigo, e nesse momento o telefono tocar e ser ele do outro lado da linha? Quais as probabilidades de isso ocorrer? Certamente não são altas, mas a soma de todas as probabilidades equivale a um. Com probabilidades suficientes, casos fora do comum ─ que até parecem “milagres” ─ de vez em quando acontecem.
Vamos definir milagre como um evento que tem uma probabilidade de ocorrer uma vez em um milhão ─ intuitivamente, parece o suficiente para poder ser chamado de milagre. Vamos atribuir um algarismo de um bit por segundo aos dados que passam pelos nossos sentidos no período de um dia ─ e admitir que estamos despertos 12 horas por dia. Recebemos 43.200 bits de dados por dia, ou seja, 1,3 milhões por mês. Mesmo admitindo que 99,9999% dessas unidades são totalmente insignificantes ─ e por isso são filtradas ou totalmente esquecidas por nós ─ ainda restam 1,3 milhões de “milagres” por mês, ou 15,5 milhões de milagres por ano.
Podemos utilizar um cálculo semelhante e aproximado para explicar os sonhos de premonição de morte. As pessoas têm, em média, cinco sonhos por noite, ou seja, 1.825 de sonhos por ano. Se nos lembrarmos apenas de um décimo de nossos sonhos, significa que nos recordamos de 182,5 sonhos por ano. Existem 300 milhões de americanos, que totalizam de 54,7 bilhões de sonhos lembrados por ano. |
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