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21 de agosto de 2009
A recuperação bem-sucedida da borboleta azul
Para salvar espécies ameaçadas de extinção, pode ser mais importante analisar o comportamento de indivíduos jovens e não o ciclo de vida completo da espécie
por John Platt
Com permissão de David Simcox, Centre for Ecology and Hydrology, UK.
Grande borboleta azul
Trinta anos atrás, a grande borboleta azul (Maculinea arion) ─ vítima de colecionadores ávidos e da degradação de seu habitat ─ desapareceu da Inglaterra. Hoje, no entanto, a espécie está prosperando no Reino Unido e ostenta mais colônias do que na década de 50, quando sua população começou a decrescer.

O que possibilitou a reintegração, com sucesso, da grande borboleta azul? Muitos dos méritos são de Jeremy Thomas, da University of Oxford e do Centro de Ecologia e Hidrologia, em Wallingford.

Antes do desaparecimento da espécie, Thomas passou anos estudando a última colônia remanescente no Reino Unido. “Entre maio e o fim de setembro, eu estava convivendo com a última colônia do Reino Unido, analisando tudo – inclusive seu comportamento, quantos ovos botavam, a sobrevivência de ovos individuais, quantas lagartas havia nas plantas, etc. Era como uma história de detetives” relata Thomas.

Suas descobertas, publicadas em 15 de junho na Science, formaram a base do sucesso da recuperação da espécie e poderão servir de exemplo para impedir o desaparecimento de outras espécies em risco de extinção.
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