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14 de abril de 2009
Adolescentes procuram cada vez mais tratamento contra drogas
O número de pacientes jovens atendidos pelo Sistema Único de Saúde aumentou 107% em três anos
 
Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que o número de crianças e adolescentes com idade entre 10 e 18 anos que procuraram tratamento intensivo para tratar o vício em cocaína e crack passou de 179, em 2006, para 371, em 2008, o que representa um crescimento médio anual de 36%.

O envolvimento com esse tipo de drogas tem crescido em todas as classes sociais, e os dados revelam que o consumo de cocaína e crack têm se tornado mais freqüente e intenso.

No tratamento intensivo o paciente é atendido durante um longo período ─ com 22 sessões mensais ─ nos Centros de Atenção Psicossociais. Em alguns casos, há a necessidade de internação. Entre 2006 e 2008, o tratamento intensivo representou 61,4% dos procedimentos pagos pelo SUS. No período foram oferecidos 41.801 procedimentos, sendo que destes, 25.669 foram solicitações para tratamento intensivo.

Nos casos envolvendo crack, nem sempre o vício acontece da forma gradual: primeiro a maconha, depois a busca por drogas cada vez mais fortes, chegando à cocaína e ao crack. Atualmente os jovens dispensam as etapas iniciais e vão diretamente ao crack. De acordo com a psiquiatra e diretora do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas, Luizemir Lago, “os adolescentes têm utilizado cada vez mais o que eles chamam de \\'petilho\\', que é a mistura de cigarro com pedras de crack, e antes mesmo que percebam, já são totalmente dependentes”.
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