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18 de maio de 2009
Aeronaves ajudam a entender complexidades da atmosfera
Aeronaves capazes de voar 20 km de altitude são utilizadas para testar instrumentos, que no futuro, poderão ser levados por satélites para melhorar nossa compreensão das relações entre a química atmosférica e o clima
 
Esa
Campanha realizada na Austrália utiliza aeronaves que voam a grandes altitudes para estudar as relações entre química atmosférica e clima.
Experimentos em grandes altitudes são testes de avaliação planejados pelo programa de Exploração e Processamento por Medição de Radiação Infravermelha e Ondas Milimétricas (Premier, na sigla em inglês), uma das candidata da missão Earth Explorer da Agência Espacial Européia (Esa). Essas missões visam coletar informações sobre o nosso planeta, a partir do espaço.

A Premier é uma das seis candidatas a missão Earth Explorer cujo projeto preliminar já está completo. O conceito dessa missão, bem como das outras cinco, foi apresentado à comunidade científica em Reunião de Consulta Pública realizada em Lisboa, no início do ano. Em seguida, o Comitê para Observação Terrestre da Esa deverá selecionar até três missões para a próxima etapa (estudo de viabilidade). Posteriormente, uma sétima missão está prevista para ser lançada por volta de 2016.

Através de absorção, emissão e espalhamento, gases do efeito estufa e aerossóis interagem com a radiação eletromagnética e alteram o clima na Terra. A abundância e a distribuição de oligoelementos gasosos e aerossóis são controladas por complexas transformações químicas e processos dinâmicos que ainda não são bem compreendidas. Um dos principais desafios na pesquisa sobre mudanças climáticas é entender como esses processos químicos afetam o clima da Terra. Para isso é preciso melhorar os modelos químico-climáticos atuais, que têm como objetivo prever nosso clima nas próximas décadas e séculos.

Para atender a essas necessidades, a missão Premier deverá quantificar os processos que controlam a composição da troposfera média e superior e da estratosfera inferior ─ que corresponde a uma faixa entre 5 e 25 km acima da superfície da Terra. Essa região da atmosfera é especialmente importante para os estudos climáticos por conter ar mais frio e ser mais sensível a mudanças na distribuição de gases e nuvens radiativas. Através do transporte de vapor d`água, ozônio, metano, nuvens e aerossóis, essa região abriga diversas interações importantes entre a componentes atmosféricos que afetam o clima.
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