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13 de dezembro de 2007
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Agricultura acelerou a evolução humana
Análise de padrões comuns de variação genética revela que os humanos têm evoluído mais rapidamente na história recente
por David Biello
[continuação]

Há cerca de 10 mil anos, a humanidade passou pela transição de uma vida de caçadores e coletores para o plantio de alimentos e a domesticação de animais. Como isso concentrou as populações, doenças como a malária, a varíola e a tuberculose, entre outras, se tornaram mais virulentas. Ao mesmo tempo, a nova alimentação com base na agricultura impôs seus próprios desafios – incluindo a deficiência de ferro no organismo devido à falta de carne, além das cáries e uma estatura mais baixa por causa da má alimentação, explica o antropólogo John Hawks, da University of Wisconsin–Madison, outro membro do grupo.

“O corpo e os dentes dessas pessoas encolheram, assim como seu cérebro”, ele completa. “No entanto, elas começaram a apresentar novos alelos (formas alternativas de genes), que os ajudaram a digerir os alimentos com maior eficiência. Os novos alelos protetores permitiram a uma fração da população sobreviver melhor às terríveis doenças.”

Ao observar as fileiras de material genético que mudavam pouco de pessoa para pessoa dentro dessas seções de grande variação, os pesquisadores identificaram regiões que apareceram recentemente e conferiam algum tipo de vantagem (porque se tornaram comuns rapidamente). Por exemplo, o gene conhecido como LCT deu aos adultos a capacidade de digerir leite, enquanto o G6PD ofereceu algum tipo de proteção contra a malária causada pelo parasita Plasmodium falciparum.
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