[continuação]
“Há dez mil anos, ninguém no planeta tinha olhos azuis”, ressalta Hawks, pois esse gene – OCA2 – ainda não tinha se desenvolvido. “Somos diferentes das pessoas que viveram 400 gerações atrás em maneiras muito óbvias, visíveis a olho nu.”
A comparação da quantidade de diferenciação genética entre os humanos e nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, indica que o ritmo das mudanças foi acelerado entre 10 e 100 vezes, relatam os pesquisadores no Proceedings of the National Academy of Sciences USA.
Mas nem todas as populações demonstram a mesma “velocidade evolutiva”. Os africanos, por exemplo, mostram um ritmo um pouco mais lento de mutação. “Os africanos não tiveram que se adaptar a um clima muito diferente”, já que a humanidade evoluiu onde eles moram, explica Cochran. “Europeus e asiáticos do Leste, por sua vez, vivem em ambientes muito diferentes daquele de seus ancestrais africanos e primeiros agricultores, e eram mal-adaptados a eles”.
Esse ritmo acelerado de evolução não diminuirá até que toda mutação benéfica possível comece a acontecer – no ritmo máximo de adaptação. Isso já começou a ocorrer em algumas regiões com a cor da pele: grupos diferentes de genes são responsáveis pela tez mais clara de europeus e asiáticos do Leste, de acordo com os pesquisadores. |