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04 de fevereiro de 2009
Algas marinhas para recuperação ambiental
Óleo de algas marinhas deverá substituir o óleo e a farinha de peixe usados na alimentação de peixes em cativeiro
por Fabio Riesemberg
Fabio Riesemberg.
Pesquisa realizada pela Fundação Universidade Federal de Rio Grande (Furg) e a Imcopa ─ moageira de soja sediada em Araucária, região metropolitana de Curitiba ─ estão desenvolvendo a produção do óleo de algas marinhas, rico em ômega-3 e ômega-6. As vantagens ambientais do novo produto são inúmeras. Entre elas o seqüestro de carbono e a não utilização de água potável no processo de produção.

O produto, de origem vegetal, vai alimentar criadouros de peixes e, ao mesmo tempo, diminuir a toxicidade dos dejetos animais, reduzir a pesca predatória de várias espécies, dispensar água potável na produção e ainda absorver gás carbônico, cujo excesso ameaça o meio ambiente. Essa quase panacéia é o óleo derivado de algas marinhas. A indústria prefere apostar em um nicho de mercado rentável e que não prejudique a natureza: um óleo elaborado a partir de microalgas marinhas para enriquecer com ácidos graxos a alimentação de peixes nobres criados em cativeiro, como o salmão, truta e bacalhau. Segundo o Parlamento Europeu, em 2005, a produção mundial de óleo de peixe, quase toda destinada a esse fim, chegou a 1,5 milhão de toneladas por ano.

Há várias questões ambientais envolvendo a produção da farinha e óleo de peixe usados no enriquecimento da ração para alimentar animais em criadouros. A principal delas é a pesca predatória. São espécies retiradas dos oceanos em grande escala, mas de baixo valor comercial. Em vez de serem oferecidos a famílias carentes de alimentos, acabam quase que totalmente destinadas à produção de ração. São anchovetas, manjubas, sardinhas e várias outras espécies. É necessário dispor de dez quilos desse tipo de peixe, rico em nutrientes, para alimentar um único quilo de salmão. Com essas taxas de conversão, em poucos anos a própria indústria da ração não conseguirá mais se sustentar.
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