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Algodão colorido e orgânico no sertão da Paraíba

Agência Fapesp
Sete anos depois do lançamento da variedade de algodão naturalmente colorido foi colhida a primeira safra comercial da planta, dessa vez nas cores rubi e verde, totalmente produzida de maneira orgânica. O plantio foi realizado na fazenda Santo Antônio, no município de Bom Sucesso, sertão da Paraíba. São 5,5 ha com a variedade BRS Rubi e 8 ha com a BRS Verde: a produtividade média deve alcançar 1.800 kg por ha, considerada satisfatória para cultivos em que nem pesticidas nem adubos químicos foram utilizados, o que implica em custos e riscos menores para o agricultor.

Plantio e colheita foram realizados pelo produtor Felipe Motta Benevides Gadelha em parceria com a Embrapa Algodão (de Campina Grande, PB), a Cooperativa de Produção Têxtil e Afins do Algodão do Estado da Paraíba (CoopNatural) e a Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD). De acordo com Marco Antonio Baldoni, gerente de projetos do IBD, a certificação do algodão colorido orgânico da Paraíba segue o padrão da International Federation of Organic Agriculture Movements (Ifoam) e atende à legislação de produtos orgânicos da Comunidade Européia e dos Estados Unidos. O próximo passo é a certificação Ecosocial IBD do produto, que indica que ele foi obtido de acordo com normas ambientais, sociais e comerciais. Para isso, é preciso demonstrar que o algodão não prejudica o ambiente e promove a eqüidade social e econômica entre os agricultores.

Os ganhos também são um atrativo para a produção do algodão colorido orgânico. Segundo o pesquisador Luiz Paulo de Carvalho, da Embrapa Algodão, o mercado pode oferecer de 30% a 40% a mais pelo algodão, que tem produção limitada e ainda é uma novidade nas indústrias têxteis.