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| DESFIBRILADOR CARDIOVERSOR IMPLANTÁVEL COM MARCA-PASSO: Uma nova pesquisa indica que ICDs e outros dispositivos médicos implantáveis podem ser suscetíveis a adulteração quando a informação é enviada por meio de transmissão sem fio pelo aparelho ou para ele. |
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Parece um enredo absurdo de um suspense de ficção científica: vilões que assassinam um político de alto escalão ou um capitão de indústria invadindo e alterando remotamente seu marca-passo, bomba de insulina, desfibrilador cardioversor implantável (ICD) ou outro implante médico. Infelizmente, novas pesquisas mostram que tais cenários não são mais apenas fantasia.
Cientistas do Centro Médico Beth Israel Deaconess da Harvard Medical School em Boston, da University of Massachusetts Amherst e da University of Washington em Seattle dizem que foram capazes de lançar ataques cibernéticos contra um ICD e descobrir dados privados sobre o paciente do protocolo de comunicação do aparelho enquanto testavam a segurança do dispositivo.
Os pesquisadores testaram um Maximo DR VVEDDDR (fabricado pela empresa Medtronic, Inc. estabelecida em Minneapolis), por ser ele um aparelho típico com funções de marca-passo (estímulo elétrico constante e periódico) e defibrilação (choque grande e único) que se comunica com um dispositivo de monitoramento externo menor que um laptop. O dispositivo de monitoramento tem uma antena portátil, que o paciente segura sobre seu peito, em que o ICD está implantado, para ler as informações por meio de transmissão sem fio. Os cientistas reconhecem que suas descobertas são limitadas a esse ICD em particular (disponível nos EUA desde 2003), mas avisa que elas indicam perigos potenciais com os quais os fabricantes precisam lidar. |