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28 de agosto de 2008
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Asteróide gigante deformou superfície de Marte
Cratera que abrange um hemisfério inteiro retrata origem violenta do Sistema Solar
por JR Minkel
[continuação]

Um outro grupo do California Institute of Technology (Caltech), em Pasadena e da University of California, em Santa Cruz, simularam o efeito de impactos produzidos com diferentes energias, velocidades e ângulos de chegada na crosta de Marte.

Eles verificaram que a forma recém-revelada da dicotomia coincidia com uma cratera de impacto de um asteróide com 1.600 a 2.700 quilômetros de comprimento, deslocando-se a uma velocidade de 6 a 10 km/s e chocando-se com o solo num ângulo entre 30º e 60º, sendo o ângulo de 45º o mais provável.

O estudo também joga água fria em uma segunda objeção à hipótese de impacto: os cientistas acreditavam que rocha derretida devido ao calor do impacto violento poderia ter simplesmente preenchido a bacia, apagando qualquer sinal de impacto. De acordo com nova simulação, o corpo colisor teria ejetado parte suficiente da crosta para deixar sinais de depressão.

Uma outra avaliação consistente de uma segunda simulação publicada pela Nature relata que reverberações através da crosta produzidas pela colisão, poderiam ser responsáveis por uma diminuição do magnetismo do solo marciano no lado do planeta oposto à dicotomia.
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