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24 de agosto de 2009
Atividade solar confunde o campo magnético terrestre
Localização estratégica de satélites permite melhorar as previsões do clima espacial ─ área da geofísica que estuda os efeitos de fenômenos solares no ambiente que envolve a Terra
 
cortesia NASA/MSFC
Linhas de campo magnético, que aparecem em azul nessa concepção artística, criam uma “bolha”, que protege a Terra dos impactos do vento solar.
Agência Espacial Européia

Localização estratégica de satélites permite melhorar as previsões do clima espacial ─ área da geofísica que estuda os efeitos de fenômenos solares no ambiente que envolve a Terra.

Pesquisadores descobriram que a atividade solar extrema comprime violentamente a magnetosfera terrestre e altera a composição de íons nessa região. A prioridade agora é encontrar a forma como essas mudanças afetam satélites em órbita, incluindo o sistema de GPS.

Os resultados foram obtidos por meio de medições coordenadas realizadas in-situ, por quatro satélites Cluster da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) em conjunto com dois satélites Double Star (um chinês e outro também da ESA).

Sob condições solares normais, os satélites de GPS orbitam dentro da magnetosfera – “bolha” magnética protetora criada pelo campo magnético da Terra. Quando a atividade solar aumenta, a situação muda significantemente: gases comprimidos e partículas se tornam energizados, levando os satélites à exposição de doses mais altas de radiação que podem comprometer a recepção de sinais.
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