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19 de dezembro de 2011
Banco de esperma para evitar extinção
Tumores têm devastado os diabos-da-Tasmânia; conservar material genético pode salvar a espécie
por Eloise Layan
Photo by David Boon via Flickr. Used under Creative Commons license
Em menos de 20 anos o diabo-da-tasmânia chegou à beira da extinção, com algumas populações do norte da ilha reduzidas a 95%. O culpado: um câncer que se tornou transmissível. Alguns comportamentos sexuais da espécie favorecem o contágio, pois os animais se mordem muito e as células do tumor daqueles que já foram contaminados são depositadas nos ferimentos dos mordidos, onde se alocam. Devido à semelhança genética entre membros da mesma espécie, o sistema imune não reconhece as células cancerosas como estranhas e elas não são destruídas. Assim, o tumor se desenvolve no focinho dos animais e impede a alimentação, o que pode ser fatal.


Apesar de os cientistas ainda não terem encontrado um vacina contra o câncer, eles investigam outros meios para salvar a espécie. “Pensando nas péssimas previsões para os diabos selvagens, com risco de serem extintos daqui a 25 ou 30 anos, um banco de material genético – de animais selvagens e cativos – é muito importante”, explica Tamara Keeley, bióloga especializada em reprodução da Taronga Conservation Society Australia (TCSA).


Com Justine O'Brien, diretor cientifico do SeaWorld & Busch Gardens Reproductive Research Center em San Diego, Califórnia, ela criou um “zoo gelado”. Ou seja, um banco genético para o marsupial e publicou em setembro, na Theriogenology, um artigo sobre a biologia e as técnicas de conservação de gâmetas.


A espécie tem um período de reprodução entre três e quatro anos. Porém, muitos animais com um bom material genético têm morrido antes de chegar à fase ideal de reprodução. Além disso, outros estudos mostraram que os diabos-da-tasmânia não têm uma grande variedade genética. Por isso, conservar o máximo de linhagem genética pode ser importante.
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