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05 de agosto de 2009
Beija-flores superam desempenho de pilotos de aviões-caça
Famosos por pairar no ar, essas minúsculas aves mergulham a velocidades incríveis de 385 comprimentos de corpo por segundo – e realizam manobras radicais de voo
por Katherine Harmon
Cortesia da Oregon State University
Beija-flores se destacam por seu poder de sustentação no ar, o que lhes permite ficar quase imóveis diante de flores e se banquetear com seu néctar. No entanto, como essas criaturas conseguem se manter suspensas é uma questão que intriga os pesquisadores há anos.

Investigações anteriores do voo de colibris sugeriam que eles poderiam utilizar mecanismos iguais aos dos insetos, que muitas vezes também pairam e mergulham no ar. “Por ser uma ave, o beija-flor conta com a estrutura física e todas as capacidades e limitações próprias das aves. Ele não é um inseto, por isso não voa exatamente como um deles”, esclarece Douglas Warrick, da Oregon State University.

Para desvendar os segredos do voo dos beija-flores, Warrick e seus colegas aplicaram uma técnica chamada velocimetria por imagem digital de partículas (DPIV, na sigla em inglês) normalmente utilizada por engenheiros. A DPIV emprega partículas microscópicas de óleo, suficientemente leves para oscilar quando submetidas às mais sutis variações do ar. Enquanto um raio laser pulsante ilumina as gotículas por breves períodos, uma câmera grava o movimento. Com base nas imagens obtidas, os cientistas determinam com precisão como os beija-flores agitam o ar com suas asas.

Os resultados indicam que 25% de sua capacidade de sustentação resultam do movimento ascendente das asas; os outros 75% provêm das batidas descendentes. No caso dos insetos, esta proporção é mais equilibrada: cada movimento gera exatos 50% da força de flutuação. Em outros tipos de aves, a sustentação é mantida somente pelos movimentos descendentes das asas. “O beija-flor assumiu o corpo e a maioria das limitações de uma ave, adaptou-as ao seu estilo e aproveitou alguns truques aerodinâmicos dos insetos para conquistar sua capacidade de sustentação”, comenta Warrick.
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