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01 de setembro de 2008
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Brisa solar impele veleiros espaciais
Abordagens tecnológicas avançadas criam novas perspectivas para viagens interplanetárias e até interestelares utilizando velas espaciais
por Larry Greenemeier
[continuação]

Uma vela espacial magnética também poderá utilizar o vento solar para adquirir movimento. Robert Zubrin, fundador e presidente da Mars Society e presidente da Pioneer Astronautics, uma empresa de pesquisa e desenvolvimento aeroespacial em Lakewood, Colorado e Dana Andrews, diretor de tecnologia da Andrews Space, em Seattle, Washington, idealizaram, nos anos 1980, uma vela magnética ─ uma tentativa para melhorar o projeto da vela solar. Em vez de aproveitar a luz solar, ela utilizaria como meio de propulsão o plasma do vento solar ─ que se propaga a uma velocidade de 500 km/s.

Aproveitando o fato de que o plasma é defletido por campos magnéticos, Zubrin e Andrews propuseram encapsular a nave dentro de um campo magnético ─ como uma bolha ─ e fazer o vento solar empurrar a espaçonave. Porém havia um pequeno obstáculo: os cabos supercondutores necessários para criar o campo magnético nunca foram desenvolvidos. O projeto básico recebeu um financiamento reduzido do Instituto de Estudos Avançados da Nasa, mas essa instituição foi fechada no ano passado. “A vela magnética é um conceito que ainda precisa dispor de mais avanços tecnológicos para seguir adiante,” comenta Zubrin. A ESA pensou em utilizar a vela magnética durante uma viagem tripulada para Marte, mas acabou chegando à mesma conclusão que Zubrin.

Naturalmente, nenhuma dessas velas será auto-suficiente quando estiver fora do alcance do Sol. A 60 bilhões de quilômetros do Sol “o vento solar é extremamente fraco, praticamente inexistente”, lembra Janhunen. Ele acredita que para a vela espacial elétrica voar além do sistema solar será necessário ter uma fonte de energia nuclear a bordo, para alimentar seus sistemas ─ como no caso da Voyager 1.

A principal vantagem de se construir uma vela especial bem-sucedida é poder aumentar indefinidamente a velocidade de uma espaçonave, sem necessidade de propelentes. “Isso permitiria percorrer distâncias enormes com velocidades enormes,” conclui Friedman da Planetary Society. “Essa é a única tecnologia que um dia poderá nos conduzir às estrelas.”
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