Sciam


Clique e assine Sciam
Notícias

Caçando Meteoros

Um astrônomo descreve sua busca por chuvas de meteoros e espera que outros se juntem a ele

Cortesia de Eric James Nasa
ELES VIERAM DO ESPAÇO: Jenniskens encontrou estes meteoritos perto de Sutter’s Mill, na Califórnia, em abril.
 

Meteoros são janelas para nosso passado e futuro. Quando um feixe de material rochoso atinge a atmosfera terrestre e observamos o que parecem ser estrelas cadentes, isso é chamado de chuva de meteoros. Os grãos de areia e pedrinhas de uma chuva de meteoros formam um rastro de migalhas até seu corpo de origem: normalmente um cometa, um dejeto gelado da formação de nosso sistema solar. Chuvas de meteoros traem a presença de cometas ainda não descobertos que um dia podem nos atingir.

Só agora alguns desses cometas estão sendo descobertos em pesquisas de objetos próximos à Terra. Eles se partem periodicamente, criando muitas das chuvas de meteoros vistas da Terra.

Para mapear essas chuvas estamos vigiando o céu noturno. Usamos 60 câmeras de segurança distribuídas em três localizações. Elas ficam nos observatórios Lick, Fremont Peak e Sunnyvale, todos perto da área da bacia de São Francisco. Em vez de procurar ladrões, procuramos meteoros. Cada meteoro visto de duas ou três perspectivas pode ser triangulado para medir sua trajetória e velocidade na atmosfera. No ano passado medimos 47 mil. Chuvas são meteoros vindos da mesma direção. Registramos chuvas chegarem em concentrações de que nunca ouvi falar.

Apenas uma delas era uma bola de fogo brilhante que penetrou a atmosfera com profundidade suficiente para algo sobreviver. Essas rochas espaciais sobreviventes que atingem a Terra são chamadas meteoritos.


Minha aventura mais empolgante na caça a meteoritos foi em 2008. Pela primeira vez um asteroide foi encontrado no espaço vindo em nossa direção. (Um asteroide é como um cometa, mas perdeu seu gelo e parte de seus componentes de carbono, ou todos eles. Ele se mantém inteiro mais facilmente.) Esse objeto tinha cerca de 4 metros de diâmetro. Ele entrou sobre o Sudão e se partiu em pedaços. A maioria deles vira pó, mas alguns pedaços sobreviveram. Com alunos da University of Khartoum, procuramos pelo deserto e acabamos encontrando cerca de 600 meteoritos. Para nossa surpresa, era um grupo misto de pelo menos dez tipos diferentes de meteoroides [corpos no espaço antes de se atritarem com a atmosfera]. Esse asteroide era um pequeno mundo em si mesmo.

Se você desejar participar de nossa busca por chuvas de meteoros pode usar uma câmera ligada a seu PC. Basta encontrar um amigo que viva entre 50 e 145 km de distância  para que vocês consigam triangular os rastros. O projeto está on-line em http://cams.seti.org. Há meteoros todas as noites, e todas as noites podem trazer surpresas, então mantenha os olhos abertos. Como relatado a Marissa Fessenden
Nas bancas!                     Edições anteriores                                            Edições especiais                              
Conheça outras publicações da Duetto Editorial
© 2012 Site Scientific American Brasil • Duetto Editorial • Todos os direitos o reservados.
Site desenvolvido por Departamento Multimídia • Duetto Editorial.