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REUTERS/Sergio Moraes |
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| Cena comum no Brasil: Abastecimento de carro flex com álcool. |
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O etanol brasileiro tem sido vítima sistemática numa guerra de desinformação, segundo André Correia do Lago, diretor do departamento de energia do Ministério das Relações Exteriores. O ministro avalia que alguns países têm usado com estratégia divulgar informações erradas e inverídicas sobre etanol brasileiro para dificultar a aceitação do produto no exterior Segundo Lago, quase todo o conteúdo publicado pela mídia dos países ricos tem viés negativo para o etanol brasileiro, com o objetivo de criar resistências ao produto frente à opinião pública. Lago lembra o argumento defendido por autoridades européias de que as plantações de cana-de-açúcar para produção de etanol estão tomando o lugar das lavouras de alimentos. Segundo essa tese o crescimento das lavouras de cana levaria milhões de pessoas a passar fome no mundo. “Esse é o tipo de idéia mal intencionada. De toda a área própria para lavoura no mundo, a cana-de-açúcar representa apenas 1%. Como se pode fazer uma previsão insensata como essa? A única explicação é o protecionismo”, avalia. Para Eduardo Leão de Souza, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), uma das estratégias do protecionismo é fornecer informações falsas para justificar as barreiras ao etanol brasileiro. Souza lembra que no ano que vem o Brasil terá oportunidade para exportar álcool para a União Européia (UE), uma vez que entrará em vigor uma norma que obriga a distribuição de diesel com 10% de etanol nos países que compõem a comunidade. |