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Grupo do MPIfR de Bonn e Hubble Heritage |
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| Bússolas Galácticas: Um novo estudo explica como galáxias desenvolveram tão rapidamente campos magnéticos gigantescos que ainda estão presentes em objetos cósmicos, como mostra a imagem da galáxia espiral M51, obtida pelo Telescópio Espacial Hubble sobreposta com dados em rádio que evidenciam o campo magnético. |
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Atualmente, pesquisadores que estudam galáxias observam que a luz de quasares distantes – galáxias primordiais extremamente brilhantes – fornece novos indícios sobre a origem de intensos campos magnéticos. Esses campos aumentavam continuamente quando o Universo tinha apenas um terço da idade atual.
Astrônomos observaram que a rádio-emissão de quasares tende a ter um ângulo de rotação ou ser polarizada, indicando que imensos campos magnéticos devem tê-la retorcido. Quanto mais distante o quasar, mais polarizada sua luz. No entanto, os pesquisadores não sabiam se os campos magnéticos pertenciam ao quasar ou faziam parte de galáxias que a luz atravessava ao se propagar em direção aos telescópios.
Um grupo de pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia da Suiça (ETH), em Zurique, investigou mais de 70 desses quasares utilizando o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), situado no Chile, em busca de sinais de galáxias ocultando quasares. O grupo procurava mais especificamente por uma característica conhecida como linha de absorção do magnésio (II) ─ a redução na intensidade de emissão de um certo comprimento de onda ─ um indicador de que o gás de uma galáxia com estrelas em formação havia absorvido aquela emissão.
A revista Nature noticiou recentemente que a luz de quasares que apresentavam a linha de absorção do magnésio (II) era mais fortemente polarizada que a luz de outros quasares da amostra. A interpretação do grupo foi de que a luz, de fato, atravessou galáxias comuns e provavelmente se tornou polarizada nesse processo. |