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29 de agosto de 2008
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Campos magnéticos distorcem luz de quasares
Brilho de quasares distantes iluminava campos magnéticos primordiais
por JR Minkel
[continuação]

A idade de galáxias magnéticas foi estimada através de medidas do desvio para o vermelho (redshift) da linha de absorção ─ o avermelhamento observado no espectro de galáxias que se afastam rapidamente. O redshift típico das galáxias correspondia a uma idade de 5,2 bilhões de anos, revela o autor do estudo, Francesco Miniati. Medidas precisas da idade do Universo utilizando a radiação de fundo em microondas indicam que o Universo tem hoje 13,7 bilhões de anos.

Miniati acrescenta que as galáxias primitivas não tinham campo magnético. Mas, por alguma razão isso se tornou comum, talvez como resultado de eventos violentos nos quasares que semearam campos magnéticos minúsculos, mas muito intensos, em outras galáxias.

Acredita-se que a matéria turbulenta se expandiu e intensificou os campos magnéticos esticando-os como balas puxa-puxa. “O que essas observações nos dizem é que esse processo de distensão ocorreu rapidamente”, comenta Ellen Zweibel, astrofísica da University of Wisconsin, em Madison.

Ela ainda acrescenta que incorporando esses campos em modelos computacionais de formação de estrelas, pode-se explicar porque as estrelas que se formaram nos últimos cinco bilhões de anos eram quase todas do tamanho do Sol – menores que as mais antigas. Hoje, sabe-se que campos magnéticos galácticos influem no tamanho das estrelas, desacelerando sua rotação.

Observações confirmam que “campos magnéticos estavam realmente presentes em épocas remotas”, conclui ela, “e é preciso incluí-los nos modelos.”
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