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| Sucesso familiar: cientistas descobrem que casais compostos por primos de terceiro e quarto graus têm mais filhos que casais com grau de parentesco maior, assim como aqueles formados por parentes mais distantes |
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Não é bem incesto. E apesar de aumentar as chances de dar à luz um bebê saudável, é um pouco heterodoxo, para dizer o mínimo. Mesmo assim, cientistas da empresa de biotecnologia deCODE Genetics, na Islândia, dizem que quando primos de terceiro ou quarto grau procriam, geralmente têm montes de filhos e netos (em comparação a outras “combinações”).
Há muito se estuda como o parentesco influencia o sucesso reprodutivo. Pesquisas anteriores revelaram correlações positivas, mas os dados biológicos têm sido encobertos por fatores socioeconômicos (como a média de idade para se casar e de número de filhos) em populações em que o casamento consangüíneo é comum, como na Índia, Paquistão e Oriente Médio. O novo estudo, no entanto, conseguiu jogar alguma luz sobre a razão biológica para os resultados obtidos anteriormente.
Os cientistas tiraram suas conclusões após estudar o registro de mais de 160 mil casais islandeses, com homens e mulheres nascidos entre 1800 e 1965. “A vantagem de usar esses dados está no tamanho reduzido da população islandesa, que também é uma das sociedades mais socioeconômica e culturalmente homogênea do mundo, com pouquíssima variação do número de membros de uma família e das práticas do casamento e uso de contraceptivos, em comparação a populações estudadas anteriormente”, afirmam os pesquisadores na revista de divulgação científica Science.
Os resultados do estudo exaustivo são constantes em todas as gerações analisadas. Mulheres nascidas entre 1800 e 1824 que se casaram com um primo de terceiro grau tiveram uma média significativamente mais alta de número de filhos e netos (4.04 e 9.17, respectivamente) que aquelas que juntaram os trapinhos com alguém com parentesco mais distante que um primo de oitavo grau (3.34 e 7.31). Essas proporções se mantiveram entre mulheres que nasceram mais de um século depois, quando os casais já estavam, em média, tendo menos filhos. |