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Catavento Primordial

Astrônomos encontram a galáxia espiral proeminente mais velha até agora 

John Matson
Cortesia de Joe Bergeron Instituto Dunlap de Astronomia & Astrofísica
O Universo primitivo era um lugar difícil. Galáxias colidiam entre si com muito mais frequência que atualmente, e seu interior eram aglomerados caóticos de estrelas. Esse não era lugar para galáxias ordeiras e delicadas como a Via Láctea ou a Andrômeda.

Examinando centenas de galáxias que existiram uns poucos bilhões de anos após o Big Bang, porém, um grupo de astrônomos encontrou uma joia na confusão cósmica: uma rara galáxia primitiva com braços em espiral, o que relataram em 19 de julho na Nature. (Scientific American é parte do Nature Publishing Group.)

E as circunstâncias únicas da galáxia podem ajudar a explicar por que espirais eram tão incomuns na época. A galáxia recém-descoberta, conhecida como BX 442, foi identificada em imagens do Hubble como uma espiral que existiu 3 bilhões de anos após o Big Bang. Ela parece se encaixar em uma variedade chamada de espiral- -padrão, em que braços em espiral pronunciados dão uma forma bem definida ao disco de estrelas da galáxia.

Espirais são comuns no Universo moderno, mas conforme astrônomos observam objetos cada vez mais distantes no Cosmos – e, portanto, cada vez mais no passado – as estruturas espirais começam a  desaparecer. Em vez de redemoinhos ordenados, astrônomos veem galáxias granulosas, esparramadas, passando pelo equivalente cósmico de uma fase esquisita.

De alguma forma, porém, uma estrutura espiral regular foi impressa na BX 442, talvez por um encontro recente com uma galáxia menor. “O que parece destacá-la, até onde podemos ver, é a presença de uma pequena galáxia companheira”, explica David Law, autor do estudo e astrofísico da University of Toronto.

Se essa galáxia companheira foi o gatilho, os braços espirais “provavelmente desapareceriam em mais ou menos 100 milhões de anos”, estima Law. A natureza transitória da estrutura espiral daquela época  poderia explicar por que espirais são tão raras.

A BX 442 também pode ter gerado sua própria estrutura espiral sem colaboração de sua vizinha. 

Aglomerados de estrelas e gás dentro da galáxia podem fazer as espirais se formar, e a BX 442 parece conter pelo menos um grande aglomerado em um de seus braços espirais.
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