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Interações mãe-filho resultam de alterações cerebrais

Experimentos em laboratório sugerem mecanismo de adaptações

Shuterstock
Instinto maternal e cuidado com recém-nascidos são características tanto humanas quanto de animais, mas uma pesquisa da Universidade Hebraica de Jerusalém demonstra que a maternidade está associada à adoção pela fêmea de uma série de novos comportamentos, resultado de alterações cerebrais.

A pesquisa, feita por Adi Mizrahi, do Centro Edmond e Lily Safra de Ciências do Cérebro (ELSC) e do Instituto Silberman de Ciências da Vida Humana da Universidade foi publicada na revista Neuron.

A pesquisa mostra como as mudanças neurais incluem odores e sons, que permitem à mãe interagir com sua prole. 

Segundo Mizrahi alterações cerebrais diferentes estão relacionadas à maternidade, mas o impacto dessas mudanças no processamento sensorial e no comportamento materno é desconhecido.

Em camundongos, diz ele, sinais olfativos e auditivos desempenham papel importante na comunicação entre a mãe e seus filhotes, o que leva a concluir que “pode haver alguma interação entre o processo olfativo e auditivo junto ao cérebro da mãe”.

Mizrahi e seu colega de pós-doutorado Lior Cohen examinaram o córtex auditivo primário, região do cérebro envolvida no reconhecimento dos sons e que serviria como região de processamento inicial de odores. Descobriram que o odor provoca mudanças significativas no processamento auditivo em fêmeas que interagiram com os filhotes.

A integração de odor e som apareceu em mães lactantes pouco depois de dar à luz e teve efeito intenso na detecção de chamadas de socorro do filhote. (DQS)