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China reduz produção de carvão

A maior fonte individual de poluição climática global começou a encolher 

Por David Biello

A China queima muito carvão. E isso significa que o país escava muito carvão. Mas em 2014, pela primeira vez no século 21, o hábito carvoeiro da China diminuiu.

O país escavou 3,7 bilhões de toneladas métricas dessa suja rocha negra em 2013. No ano passado, porém, esse número parece ter caído para 3,5 bilhões de toneladas métricas. E as importações de carvão caíram em mais de 10%.

Esses desenvolvimentos são parte da nova luta do país contra a poluição, que inclui a redução da queima de carvão para ajudar a reduzir a fuligem sufocante e a smog nas maiores cidades da China. Mas a tendência também se deve a uma desaceleração no crescimento econômico do país, incluindo uma menor demanda de aço pela primeira vez em décadas, que por sua vez reduz a necessidade de carvão para alimentar as fornalhas.

Ainda é cedo demais para saber se essa queda na mineração de carvão é apenas um desvio, ou uma evidência do previsto aumento no consumo nacional desse que é o combustível fóssil mais poluente. Mas isso é um bom sinal de que a China está a caminho de reduzir a poluição que provoca o aquecimento global por volta da próxima década, como foi combinado sob o louvado acordo com os Estados Unidos – o segundo maior poluente do mundo.

Os Estados Unidos também viram seu hábito de carvão diminuir, graças ao aumento no uso de gás natural. Se as duas nações mais poluentes do mundo conseguirem reduzir permanentemente seu uso de carvão, isso será uma boa notícia para um planeta cada vez mais quente. E para bilhões de pares de pulmões.