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05 de março de 2012
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Exploração em Marte
Cientistas propõem novos locais para pouso
por Eric Hand
[continuação]

O que definiria o melhor local?

Até a Nasa se retirar dos projetos da ESA, acreditava-se que a missão de 2018 seria um veículo teleguiado que recolheria rochas que missões posteriores poderiam enviar à Terra para análise. Em dezembro de 2011, estabeleceu-se uma diretriz para priorizar o aspecto científico da missão de envio de amostras, segundo Scott Mc Lennan, geoquímico da Stony Brook University, em Nova York, que copresidiu o comitê internacional.

A prioridade seria recolher amostras de um ambiente outrora aquoso que pode preservar as provas de vida antiga. O segundo objetivo mais importante é encontrar rochas ígneas que podem ser datadas por meio de análise de radioisótopos para ter uma ideia melhor da idade das rochas de Marte. Um relatório do grupo de McLennan ofereceu uma lista de sete locais possíveis, incluindo a cratera Gusev, onde o veículo Spirit da Nasa pousou em 2004, e Mawrth Vallis, um dos quatro locais que integram a lista do Curiosity.

Jack Mustard, pesquisador de Marte da Brown University, em Providence, Rhode Island, argumenta que as tensões que desempenharam um papel importante no debate sobre o local de aterrissagem do Curiosity estão vindo à tona mais uma vez. “O debate não mudou”, comentou ele. “As posições foram estabelecidas.”
Alguns cientistas preferem locais que contenham restos de antigos lagos e deltas de rios, que poderiam ter concentrado e preservado sinais de vida. Mas esses tendem a se encontrar em terrenos relativamente jovens, que datam de uma época em que Marte se tornava mais seco e menos hospitaleiro. Outro grupo de pesquisadores tende a favorecer minerais alterados por água de sítios mais antigos, que podem mostrar exposições a sistemas hidrotérmicos subterrâneos, outro nicho possível para a vida.

John Grant, pesquisador de Marte no Smithsonian Institution em Washington DC, e coordenador processo de seleção do local de pouso, sustenta que o MRO deveria coletar dados frescos para locais de alta prioridade nos próximos meses e que a próxima reunião está programada para daqui a um ano.
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Eric Hand da revista Nature
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