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Notícias |
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| 16 de março de 2009 |
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| Cirurgia cardíaca pode provocar transtornos cognitivos |
| Pacientes submetidos a cirurgias do coração de longa duração relatam dificuldades de aprendizado, concentração e memória após cirurgia |
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Todo ano, cerca de meio milhão de americanos passa por uma cirurgia cardíaca a céu aberto. Aproximadamente 60% dessas intervenções cirúrgicas provocam algum grau de declínio mental, um fenômeno que os cirurgiões chamam “cabeça vazia”. Um novo estudo publicado em janeiro em Annals of Thoracic Surgery esclarece possíveis causas desse fenômeno, que em alguns pacientes é temporária, mas em outros pode ser permanente.
“Existem dados suficientes que documentam a manifestação de problema de declínio cognitivo em um período de alguns meses imediatamente após da cirurgia”, comenta o líder do estudo James Slater, cirurgião cardiotorácico do Atlantic Health System, em Morristown, New Jersey. Slater observa que o nível da diminuição de cognição varia; alguns pacientes apresentam dificuldade de concentração, outros sentem dificuldades de memorização e aprendizado. Slater relata, por exemplo, o caso de um paciente que era muito bom em palavras cruzadas, e não conseguia mais fazer esse tipo de atividade depois da cirurgia.
Acreditava-se que isso seria uma fase passageira, mas pesquisadores descobriram que ela pode ser permanente ─ ou voltar anos depois da cirurgia e persistir. Um estudo de 2001, publicado no The New England Journal of Medicine descobriu que 42% dos pacientes tiveram diminuição da cognição após cinco anos da realização da cirurgia (para alguns, o problema ou continuou ou voltou, enquanto que para outros, o problema surgiu pela primeira vez).
As causas exatas da “cabeça vazia” ainda são discutidas, mas a pesquisa de Slater sugere que elas decorrem, pelo menos em parte, de falta de oxigenação do cérebro durante a operação. Na cirurgia cardíaca de peito aberto convencional ─ freqüentemente feita para limpar vasos bloqueados que suprem sangue ao coração ─ o paciente fica ligado a uma máquina coração-pulmão, ou de circulação extra-corpórea durante o procedimento que demora cerca de três horas. A máquina faz o trabalho do coração, que pára durante a cirurgia, bombeando sangue rico em oxigênio para o corpo. Mas a máquina não é tão eficiente quanto um coração verdadeiro no suprimento de sangue oxigenado para o cérebro, avalia Slater. Seu estudo mostra que a falta de oxigênio parece ser o principal responsável pelos transtornos cognitivos. |
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