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21 de julho de 2009
Cirurgia inédita no Brasil utiliza robô e tecnologia 3D
Laparoscopia robótica, realizada pela primeira vez no Brasil, utiliza robô para retirar tumor de pâncreas com intervenção minimamente invasiva
por Charles Marzanasco Filho
Hospital Albert Einstein
Na nova técnica um robô, chamado Da Vinci Intuitive manipula as pinças com alta precisão
Uma nova técnica para retirada de tumores da cabeça do pâncreas e do confluente bílio-pancreático duodenal já está disponível no Brasil. Da união da laparoscopia ─ método que introduz cânulas no abdômen, sem a necessidade de grades cortes ─ com a robótica surgiu o procedimento que promete dar esperança a pacientes que sofrem com tumores na região do pâncreas, o sexto tipo de câncer de maior incidência entre homens, no Brasil.

A primeira cirurgia da América Latina e do hemisfério Sul usando a técnica denominada duodenopancreatectomia laparoscópica robótica foi realizada em uma paciente de 56 anos no hospital israelita Albert Einstein, em São Paulo, no mês passado.
O médico responsável foi o cirurgião-geral e do aparelho digestivo Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo.

No método tradicional, desenvolvido em meados do século passado para retirada de tumores neste órgão, é feito um corte horizontal de 25 a 30 centímetros no abdômen, há sangramento abundante e recuperação dolorosa e demorada. Na operação com o novo método foram feitas apenas cinco incisões de 1 cm cada, para introdução de uma câmara e cânulas com pinças que realizam o procedimento. A retirada do tumor é feita por uma incisão de 3 a 4 cm na altura da púbis, como em uma cesariana.
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