 |
d. kunkel/dennis kunkel microscopy, inc.; d. bell/harvard university; j. kheir/children’s hospital boston; c. porter/chris porter illustration |
 |
Micropartículas cheias de gás (em amarelo) podem transferir o oxigênio diretamente para as hemácias, sem passar pelos pulmões.
|
 |
[continuação]
São e salvo
De acordo com Kheir, a espuma de lipídeos é segura: “conforme o oxigênio as deixa, as cápsulas se curvam e se dobram, com rompimento dos lipídeos”. Em seguida, o corpo reabsorve os lipídeos.
Coelhos injetados com a substância sobreviveram por até 15 minutos sem respirar e tiveram pressão sanguínea e frequência cardíaca normais. Os animais não mostraram nenhuma indicação de embolias pulmonares ou de danos cardíacos, pulmonares ou hepáticos provocados pela falta de oxigênio.
As microcápsulas são fáceis e baratas de produzir, diz Kheir. Elas se montam sozinhas quando os componentes lipídicos são expostos a ondas sonoras intensas em um ambiente oxigenado – um processo conhecido como sonicação.
Essa é uma abordagem muito sofisticada, declara Singer. Máquinas de bypass cardiopulmonar também oxigenam o sangue, aponta ele, bem como a oxigenação por membrana extracorpórea, em que o sangue é bombeado para fora do corpo, é oxigenado e em seguida bombeado de volta. No entanto, essas técnicas são mais adequadas para cirurgias ou para suporte à vida de longo prazo e não seriam muito úteis em situações de emergência como bloqueios de traqueia, ressalta Singer.
Kheir concorda, apontando que uma das grandes vantagens da abordagem das micropartículas é a velocidade com que ela funciona. Ele acredita ser possível modificar a técnica para manter a vida por até 30 minutos, mas duvida ser possível estender muito esse tempo. Como as micropartículas não recirculam, seria necessário reinjetar novas partículas continuamente no sangue, além de haver limites para quanto fluído extra pode ser injetado na corrente sanguínea. “Isso não vai substituir os pulmões: apenas substitui sua função por um período de tempo limitado”, alerta Kheir.
|