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Notícias |
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| 18 de março de 2009 |
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| Combustível verde pode substituir petróleo em aviões |
| Um novo biocombustível para a aviação, feito de soja e outros vegetais, tem propriedades idênticas ao querosene, derivado de óleo fóssil. |
| por David Biello |
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©George Clerk/istockphoto.com |
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| Biocombustíveis para aviões a jato: Cientistas americanos transformam óleo de plantas, como soja, em um combustível para jatos, com características semelhantes ao querosene, derivado do petróleo. |
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Engenheiros químicos americanos transformaram com sucesso óleo de plantas ─ canola, coco e soja ─ em combustível para aeronaves, indistinguível dos combustíveis convencionais, de acordo com testes feitos pelo governo americano. Trabalhando com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para Defesa (DARPA, na sigla em inglês) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, cientistas do Centro de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente (EERC, na sigla em inglês) da University of North Dakota converteram o óleo derivado dessas plantas em combustível com densidade, conteúdo energético e, até ponto de congelamento, similares aos derivados de petróleo.
“O novo biocombustível congela somente a – 47º C. Qualquer pessoa familiarizada com biodiesel sabe que esse resultado é uma grande conquista”, observa o engenheiro químico Chad Wocken, gerente de pesquisas em tecnologia ambiental do EERC. “O óleo é processado para ter as mesmas moléculas de hidrocarbonetos do combustível fóssil”.
Embora tenha se recusado a explicar os detalhes exatos do processo, Wocken comenta que o processo é termocatalítico ─ em outras palavras, os engenheiros aquecem o óleo vegetal na presença de um catalizador (não revelado) para criar uma grande quantidade de produtos semelhantes aos derivados de petróleo. O processo não é diferente do refino convencional de petróleo, processo que produz vários subprodutos, desde querosene, usado como combustível para aviação, até a gasolina comum.
“O custo do processo é comparável ao do refino de petróleo”, e talvez até mais barato, ressalta Wocken, “e neste caso não estamos lidando com contaminantes como o enxofre”. |
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