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Em 2003, o laboratório de Sinclair publicou um ensaio na revista “Nature” que descrevia o descobrimento de um novo gene que se ativava em uma célula de levedura em resposta à restrição de calorias. Sinclair apelidou o gene de “chefe do regulador de envelhecimento”. Desde então, sua equipe vem buscando um gene análogo que tenha um papel similar nas células dos mamíferos.
Os pesquisadores determinaram, a partir de culturas de células embrionárias do rim, que uma ingestão menor de calorias envia um sinal que ativa um gene no interior das próprias células, que por sua vez codifica a enzima NAMPT (nicotinamida fosforibosiltransferase). Essa enzima desencadeia a produção de uma molécula chamada NAD (nicotinamida adenina dinucleotídeo), que possui um papel importante no metabolismo e na sinalização celular.
A elevação dos níveis de NAD ativam os genes SIRT3 e SIRT4, aumentando os níveis das enzimas correspondentes SIRT3 e SIRT4, que então enchem o interior da mitocôndria. Sinclair afirma não saber ao certo como essas enzimas elevam o nível de produção energética da mitocôndria, mas esclarece que os eventos que levam à falência celular sofrem um atraso quando as duas estão presentes em grandes quantidades.
A SIRT3 e a SIRT4 são parte da família das sirtuinas. A enzima SIRT1, que ajuda a prolongar a vida celular modulando o número de proteínas reparadoras do DNA, tanto dentro como fora do núcleo celular, também pertence a esta família. SIRT é abreviatura para “sir-2 (sir-two, em inglês) homóloga” – uma proteína conhecida e estudada por ampliar a longevidade das células de levedura. Segundo Sinclair, todos os genes do tipo SIRT nos mamíferos são alvos possíveis de medicamentos para aumentar a longevidade, assim como para evitar algumas doenças como o Mal de Alzheimer e cânceres, além de distúrbios metabólicos como o diabetes. |