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Cortesia de Doug Kennett |
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| Faixa de 40 centímetros de sedimento escuro descoberto em Murray Springs, Arizona, pode indicar um impacto ou explosão que deu início a um período de resfriamento global e uma extinção em massa na América do Norte. |
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Há mais ou menos 12.900 anos, um esfriamento global de proporções gigantescas aconteceu de forma súbita, acarretando o fim de mais ou menos 35 espécies de mamíferos, incluindo o mamute, além da chamada cultura Clóvis, de norte-americanos pré-históricos. Diversas teorias foram propostas para explicar a extinção, desde mudanças climáticas abruptas, até super predação, a partir do momento em que humanos se instalaram em áreas selvagens da América do Norte. No entanto, os nano-diamantes encontrados em sedimentos deste período apontam para uma alternativa: uma enorme explosão ─ ou explosões ─ devido a um cometa fragmentário, semelhante, mas ainda maior que o do evento Tunguska, na Sibéria.
Sedimentos em seis locais na América do Norte ─ Murray Springs (Arizona); Bull Creek (Oklahoma), Gainey (Michigan), Topper (South Carolina), Lake Hind, (Manitoba) e Chobot (Alberta) ─ apresentaram diamantes tão pequenos que só poderiam ocorrer em sedimentos expostos a temperaturas e pressões extremas, como as geradas por uma explosão ou impacto, de acordo com pesquisa publicada na Science em janeiro deste ano.
Essa descoberta forneceu evidências para uma teoria proposta no ano passado de que algum tipo de impacto (ou impactos) cósmico ─ um cometa fragmentado que se incendiou ao penetrar na atmosfera ou mergulhou no oceano ─ desencadeou o período de resfriamento de mais de 1.300 anos no Hemisfério Norte, conhecido como Dryas recente por causa da abundância de pólen de uma flor alpina encontrado nesse período.
O resfriamento interrompeu um prolongado período de aquecimento pós Era do Gelo que foi previsto a partir de pequenas mudanças típicas na órbita terrestre ─ fenômeno conhecido como ciclos de Milankovitch. Esse período permanece como uma anomalia inexplicável no registro climático. |