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Notícias |
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| 27 de setembro de 2011 |
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| Como escolhemos nossos amigos? |
| Diversos círculos sociais levam a amigos que são como nós, mas não necessariamente mais próximos |
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[continuação]
Isso pode não parecer grande coisa, mas "é realmente uma diferença notável", ressalta Crandall. No mínimo isso implica que, apesar das restrições impostas pela composição das suas escolhas sociais, as pessoas são muito boas em desenvolver relacionamentos fortes com aqueles que os rodeiam. De acordo com Crandall, a similaridade pode facilitar as coisas quando se encontra alguém, especialmente em um primeiro encontro, mas não é um requisito para uma amizade próxima.
Para se certificar de que os rankings de proximidade não refletiam uma diferença entre os tipos de amizades nas escolas grandes e pequenas, Angela e seus colegas levantaram uma série de outras variáveis, inclusive há quanto tempo os amigos se conheciam e quanto tempo passavam juntos. Eles não encontraram diferenças entre os grandes e pequenos grupos, sugerindo que as amizades eram relativamente semelhantes em ambos os lugares.
A única diferença que eles encontraram – e que Angela acredita que explica a diferença nos valores – foi a percepção dos alunos sobre a mobilidade, ou sobre quão fácil seria encontrar novos amigos.
"Em campi maiores as pessoas percebem que têm mais flexibilidade para trocar de amigos", diz Bahns. "Nas faculdades menores existem menos alternativas, e os alunos estão conscientes disso." Os estudantes podem investir mais em suas amizades se sabem que não encontrarão alguém novo ou se acham que seria difícil entrar e sair de relacionamentos com muita facilidade.
Embora mais de 85% dos pares de estudantes relataram ser apenas amigos uns dos outros, os resultados poderiam ter implicações profundas também para relacionamentos românticos, de acordo com Brett Pelham, psicólogo social da National Science Foundation.
"Será que os casais que se conheceram e mantiveram seus relacionamentos em grandes cidades serão tipicamente mais parecidos do que os que se encontraram em áreas rurais? Seria a média dos casais do Kansas mais diversificada que a dos casais de Nova Jersey?" Pelham acredita que o estudo levanta tanto perguntas provocativas como respostas.
Por exemplo, existem atitudes ou identidades determinadas para que as pessoas sejam muito menos flexíveis do que outras? "É difícil imaginar um homem gay se contentar com uma parceira romântica somente porque está em uma faculdade pequena", diz Pelham. "Por outro lado, ele poderia estar disposto a se contentar com outro cara que também seja gay em uma faculdade muito pequena... Mesmo que esse cara não vote, reze ou coma do jeito que ele faz."
De acordo com Angela, a importância dessas variáveis pode muito bem mudar de pessoa para pessoa, bem como entre as culturas. Para explorar essa questão, ela está agora pesquisando para além do Kansas e em três continentes. Há coleta de dados na Coréia do Sul, Gana e também em outros lugares dos Estados Unidos, considerando que diferentes paisagens sociais e atitudes culturais podem apresentar suas próprias restrições sobre como as pessoas escolhem seus amigos. |
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