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07 de maio de 2009
Contagem regressiva para os ônibus espaciais
O encerramento do programa Space Shuttle, da Nasa, representa centenas de demissões que começaram em 1º de maio
por John Matson
NASA/Kim Shiflett
Foto do ônibus espacial Atlantis na plataforma de lançamento do Centro Kennedy
Em junho de 2008 a Nasa anunciou o estabelecimento de um cronograma dos oito vôos finais do ônibus espacial antes de o programa ser desativado em 2010. Isso completaria um total de dez vôos, de julho de 2008 até sua aposentadoria, em julho de 2010. Uma missão seria realizada em outubro de 2008, para atualização e reparos do Telescópio Espacial Hubble, seguida de outras nove para concluir a montagem da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Cinco missões estavam programadas para 2009, (12 fevereiro, 15 de maio, 30 de julho, 15 de outubro e 10 de dezembro) incluindo o transporte dos painéis solares finais da estação e os últimos componentes do módulo do laboratório japonês “Kibo”. Três vôos estão previstos para 2010: 11 de fevereiro, 8 de abril e o último em 31 maio, que será de apoio ao Telescópio Espacial Hubble. Segundo a Nasa, o programa do ônibus espacial será aposentado em setembro de 2010 para dar lugar ao novo programa Constellation, projetado para transportar astronautas americanos para a Lua em 2020.

No começo deste mês, uma nota da Nasa atualizou informações sobre a frota espacial, que esteve no centro das atenções dos vôos espaciais por décadas. Com a aposentaria dos ônibus está prevista a perda de milhares de empregos. O processo formal de encerramento dos vôos da frota espacial (depois de uma pausa iniciada no ano passado, para que o novo presidente americano tivesse tempo de reconsiderar o destino dos ônibus) não foi alterado pela nova administração. A Nasa anunciou que cerca de 160 funcionários foram dispensados já no início de maio e haverá mais demissões nos próximos meses.

“De 1o de maio até o fim de setembro, o corte será de aproximadamente 900 pessoas” revela o gestor do programa, John Shannon. “Serão basicamente, membros das equipes de manufatura. Já entregamos os últimos conjuntos de hardware produzidos por essas equipes e os contratos não serão mantidos.” As próximas demissões ocorrerão principalmente nos quadros de empresas contratadas, que construíram os tanques de combustível dos ônibus e dos foguetes propulsores.

Enquanto os empregos de empresas fornecedoras estão sendo reduzidos, as pessoas que trabalham nas operações do Centro Espacial Kennedy serão em grande parte, preservadas, enquanto os lançamentos continuarem, até meados de 2010. Ainda assim, estima-se que o centro perderá cerca de 3.500 postos de trabalho até que os ônibus deixem de voar.
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