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Gigante Vermelha Gerou Espiral de Matéria e Gás

A R Sculptoris pode ter perdido o equivalente a três vezes a massa de Júpter durante longo pulso térmico

 

 

 

John Matson
ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)
Conforme envelhecem, estrelas trocam de pele lançando camadas de poeira e gás no espaço

Um novo olhar sobre a camada ao redor de um tipo de estrela em envelhecimento, chamada de gigante vermelha, mostra que o casco ejetado pela estrela carrega a impressão de sua formação e subsequente evolução, em sua estrutura.

Matthias Maercker do Observatório Europeu do Sul e da Universidade de Bonn, na Alemanha, e seus colegas, miraram a R Sculptoris, uma gigante vermelha na constelação Sculptor, ao sul, com o Atacama Large Millimeter/Submillimeter Array (ALMA). O complexo de radiotelescópios já está produzindo ciência, apesar de ainda estar em construção na grande altitude do Deserto do Atacama, no Chile. O ALMA consistirá de 50 antenas parabólicas bem espaçadas, cada uma com 12 metros de diâmetro, além de um agrupamento compacto de 16 pratos adicionais. No mês passado, 40 das 66 antenas planejadas já tinham entrado em funcionamento. Dados dessa miríade de pratos podem ser combinados por um equipamento computadorizado para fornecer uma única radioimagem de alta resolução de um objeto astronômico.

A observação no ALMA revelou que a camada ao redor da R Sculptoris não é esférica, como se supunha, mas que foi torcida em uma espiral, como mostra a visualização acima. Acredita-se que essa estrutura espiral marque a presença de uma companheira estelar; dessa forma, agora parece que a R Sculptoris tem uma parceira binária que ainda não foi observada. Maercker e seus colegas publicaram os resultados de suas observações no volume de 11 de outubro da Nature. (Scientific American é parte do Nature Publishing Group).

Os pesquisadores também puderam inferir um cronograma para a criação da camada, a partir de sua estrutura. A R Sculptoris parece ter ejetado material em uma espécie de convulsão estelar chamada de pulso térmico cerca de 1800 anos atrás. O pulso térmico durou aproximadamente 200 anos, concluíram Maercker e seus colegas. Durante esse tempo a estrela expulsou poeira e gás em quantidade equivalente a mais ou menos três vezes a massa de Júpiter. 
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