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20 de julho de 2009
Copépode é organismo essencial em ecossistema do mar de Bering
Expedição científica ao mar de Bering relata detalhes da vida marinha e destaca o papel do copépode na cadeia alimentar local
 
Fotos de Chris Linder, do WHOI
Copépodes Calanus: os maiores animais da imagem têm aproximadamente cinco milímetros.
A bordo do navio quebra-gelo Healy, pesquisadores do Instituto Oceanográfico Woods Hole (WHOI, na sigla em inglês) navegam pelo mar de Bering, numa expedição de seis semanas, iniciada em 7 de maio, para estudar efeitos das mudanças climáticas nesse ecossistema polar. “Crustáceos de todos os tamanhos são vistos por todos os lados”, relatam os pesquisadores. No topo da escala, estão lagostas suculentas e caranguejos com patas que atingem 30 cm. Na extremidade inferior, estão os copépodes, criaturas parecidas com insetos e do tamanho da ponta de um lápis. Eles vivem tanto em água doce, quanto no oceano e se enroscam nos cabelos de quem nada na praia. Uma rede para plâncton colocada ao lado de qualquer embarcação no mar de Bering, poderá capturar facilmente uma tonelada deles.

“Copépodes são um elo importante na cadeia alimentar”, comenta Carin Ashjian, oceanógrafa do WHOI e líder da equipe de zooplâncton da expedição. Eles se alimentam de organismos unicelulares ─ como diatomáceas e dinoflagelados ─ presentes na água. Além disso, servem de alimento para quetognatas, larvas de peixe, peixes maiores, pássaros marinhos (como os auklets) e baleias, daí sua enorme importância para o ecossistema.

Todas as manhãs a equipe de zooplâncton arremessa uma rede na esteira de água deixada pelo navio, e a recolhem repleta de copépodes de diversas espécies. Em seguida começam a fazer experimentos com os animais capturados.

Para descobrir do que os copépodes têm se alimentado, alguns crustáceos são colocados em uma garrafa com a água do mar de onde foram retirados, onde permanecem durante 24 horas. A água parece turva e velha, mas para os copépodes ela é alimento, pois está repleta de organismos unicelulares. Os cientistas analisam amostras da água antes de os copépodes mergulharem nela e 24 horas depois; em seguida verificam as amostras no microscópio para descobrir o que os copépodes comeram.
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