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Curiosity Pousa em Segurança e Envia Imagens de Marte

A elaborada aterrissagem da missão de US$2,5 bilhões não teve incidentes aparentes

John Matson
Nasa
Uma das primeiras imagens da Curiosity.
O jipe Curiosity, da Nasa, tocou em segurança a superfície de Marte na manhã desta segunda-feira, concluindo o pouso de uma das mais antecipadas – e temidas – visitas da história da exploração planetária robótica.

O jipe de 900 kg executou sua sequência de aterrissagem automaticamente, desacelerando de 21 mil km/h no topo da atmosfera até uma parada total na superfície, sem ter sequer um arranhão aparente. O processo elaborado, que envolveu um escudo de calor removível, um paraquedas supersônico e finalmente um guindaste celeste flutuante que baixou o jipe até a superfície, foi batizado de “sete minutos de terror” em um vídeo que a Nasa publicou em junho. No fim, pelo menos com base nos dados preliminares, os temores foram em vão.

“Em resumo, pareceu tudo bem”, declarou Adam Steltzner, engenheiro de reentrada, descida e aterrissagem, em uma coletiva de imprensa pós-aterrissagem.

Os dados do jipe foram transmitidos para a Terra pela Mars Odyssey, que passava por lá enquanto a Curiosity executava sua sequência de pouso. Na Nasa TV era possível ver Steltzner andando de um lado a outro diante de sua estação de trabalho na sala de controle do Jet Propulsion Laboratory (JPL, Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa. Mas cada momento da sequência de aterrissagem passou sem incidentes e finalmente um dos controladores da missão anunciou palavras que fizeram a sala explodir em vivas: “Toque confirmado. Estamos seguros em Marte”.

Em minutos, a Curiosity transmitiu suas primeiras imagens do Planeta Vermelho, enviando uma foto de baixa resolução de uma de suas seis rodas. Depois houve uma versão em resolução maior, junto com uma fotografia da sombra do jipe em solo marciano.

Em uma missão de quase dois anos e US$ 2,5 bilhões, o jipe explorará a cratera Gale, com uma enorme quantidade de camadas sedimentares. A missão deve ajudar a determinar a aparência de Marte em uma era anterior, mais úmida, há bilhões de anos – e se o planeta pode ter sido habitável para a vida terrestre.

O jipe, que tem três metros de comprimento e dois de altura, está equipado com 10 instrumentos científicos, incluindo uma unidade de análise de amostras para verificar a química de amostras de rochas e solo e um laser que pode vaporizar pequenas regiões de rochas a vários metros de distância para analisar sua composição. A carga científica sem precedentes da Curiosity obtém energia de um gerador termoelétrico de radioisótopos, uma fonte de combustível de plutônio de 4,8kg com um decaimento radioativo que fornece calor, por sua vez convertido em cerca de 110 watts de eletricidade por dispositivos chamados de termopares. 

“Jamais foi feito algo assim”, declarou John Holdren, conselheiro científico da Casa Branca, à Nasa TV. “Esse é de longe o dispositivo e conjunto de instrumentos mais capazes já enviados para determinar se Marte pôde sustentar vida”.

Mesmo antes do início dos sete minutos de terror, alguns viram o pouso com guindaste celeste com esperanças: na coletiva de imprensa pós-aterrissagem, o diretor do JPL, Charles Elachi, disse que havia saído de casa para observar Marte no céu pouco antes do início da sequência de aterrissagem. “Em uma hora e meia, você receberá uma visita”, contou Elachi enquanto observava o Oeste. “E o planeta sorriu”.
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