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Notícias |
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| 09 de março de 2012 |
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| Descobertas sobre câncer |
| Biópsia mostra resultados de apenas uma parte do tumor, o que torna as análises mais complexas |
| por Ed Yong e Nature |
[continuação]
Diversidade desconcertante
O tumor principal revelou-se surpreendentemente variado. Apenas um terço das mutações revelaram-se comuns a todas as 14 amostras e um quarto delas foram encontradas em apenas uma amostra e em nenhuma outra. Apenas um gene de câncer renal (VHL) revelou uma mutação sistemática. Swanton e sua equipe chegaram a encontrar sinais de evolução convergente: os tumores tinham desativado o mesmo gene (SETD2) de três maneiras diferentes. "Há uma quantidade desconcertante de diversidade presente em cada tumor", diz o pesquisador.
Esses resultados mostram que qualquer biópsia proporciona uma visão apenas muito local de uma paisagem muito mais ampla. "Creio que muitos pesquisadores sentem intuitivamente que essa heterogeneidade está presente, mas esse estudo fornece evidências sólidas", diz Darryl Shibata, um geneticista da University of Southern California, Los Angeles, especializado no estudo de câncer.
A diversidade de um tumor poderia explicar por que os cientistas têm encontrado dificuldades para encontrar biomarcadores clinicamente úteis – substâncias produzidas pelo organismo que indicam a presença ou natureza de um tumor. Estudos de biomarcadores geralmente baseiam-se em biópsias simples, o que pode ser enganoso. Em diferentes regiões de um tumor, a equipe de Swanton descobriu assinaturas genéticas associadas a prognósticos bons e ruins.
As descobertas podem também explicar por que, após algum tempo, muitos tratamentos acabam parando de funcionar. As medicações muitas vezes atacam células com mutações específicas, e essas células podem existir apenas em áreas restritas de um tumor. Outras células, não afetadas, podem atuar como um "reservatório evolutivo" que permite ao tumor voltar a crescer.
Isso poderia explicar por que alguns pacientes com câncer renal evoluem melhor se os cirurgiões removem seu tumor principal, mesmo que o câncer tenha se disseminado. "Pode ser que a remoção do reservatório de diversidade evolutiva melhore a evolução do quadro de um paciente", diz Swanton. "Há menos material para o tumor se adaptar a pressões ambientais". |
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