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Notícias |
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| 05 de maio de 2008 |
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| Diálogo em mutação: novas línguas brotam rapidamente de línguas antigas |
| Pesquisadores descobriram que, quando uma língua surge a partir de outra, seu vocabulário passa por mudanças imediatas, e não por uma evolução lenta e constante |
| por Nikhil Swaminathan |
[continuação]
Para esse estudo, a equipe se concentrou em três das principais famílias de línguas do mundo: bantu (suaíli, zulu, ngumba, por exemplo), indo-européia (inglês, latim, grego, sânscrito) e austronésia (línguas do Pacífico Sul e Oceano Índico como tagalo ou seediq). O grupo também construiu árvores genealógicas – semelhantes àquelas que haviam criado para o estudo de espécies aparentadas em 2006 –, mas agora traçando as línguas existentes até suas raízes comuns; o comprimento de cada “ramo” indicava a extensão da substituição de palavras que ocorria conforme cada idioma antigo ia se transformando (com novas línguas se ramificando) até sua forma atual.
“Se as mudanças de vocabulário vão se acumulando gradualmente e independentemente de quantas vezes novas línguas surgem, então todos os caminhos – as rotas do ancestral até as pontas – na árvore devem ter o mesmo comprimento; isto é, deve ter a mesma quantidade de evolução em cada caminho”, fala Pagel. “Mas se o número de eventos que subdividem as línguas pelo caminho prevê o comprimento do caminho, isso nos diz que a mudança não foi gradual, mas que a separação de línguas aumentou a mudança”.
Os pesquisadores concluíram que de 10% a 33% da divergência entre os idiomas vinham de mudanças-chave de vocabulário na época da separação das línguas.
Mark Pagel dá alguns exemplos desses tipos de eventos, como o surgimento súbito do inglês americano quando Noah Webster publicou seu American Dictionary of the English Language, em 1828. Mais recentemente, ele diz, o inglês americano negro poderia ser considerado um idioma emergente.
“É plausível pensar no inglês americano negro como tendo se diferenciado do inglês padrão para o estabelecimento de uma identidade distinta”, diz o biólogo. “Acho que a impressão de todo mundo é que essas diferenças [entre duas línguas] são maiores do que se esperaria entre pessoas que vivem na mesma região.” |
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