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23 de junho de 2009
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Distúrbio bipolar e esquizofrenia podem ter relação genética
Novo estudo sugere que se existir esquizofrenia na família, há uma boa chance de existir também o distúrbio bipolar, e vice-versa
por Coco Ballantyne
[continuação]

Eles descobriram que se a mãe ou o pai tinham esquizofrenia, a criança tinha 9,9 vezes mais chances de ser portador da doença (caracterizada por delírios, alucinações e isolamento social), bem como 5,2 vezes mais chances de ter distúrbio bipolar que alguém sem um dos pais esquizofrênico. Eles perceberam também que uma pessoa cujo pai ou mãe tinha distúrbio bipolar (caracterizado por variações extremas de humor, ou períodos de euforia e depressão) tinha 6,4 vezes mais chances de ser bipolar e 2,4 vezes mais propenso a ter esquizofrenia que aqueles sem um dos pais bipolar.

Ter um irmão ou irmã com um desses problemas psiquiátricos também aumenta as probabilidades de a pessoa apresentar os dois distúrbios. Pessoas com irmãos (ou irmãs) esquizofrênicos mostravam uma tendência 3,7 vezes maior de serem bipolares e 9 vezes maior de serem esquizofrênicos; enquanto que pessoas com irmãos ou irmãs bipolares tinham 3,9 vezes mais chances de ter esquizofrenia e 7,9 vezes mais propensos à bipolaridade.

De acordo com Lichtenstein, esses dados ilustram o grau com que esses distúrbios estão geneticamente relacionados. Ele acredita que centenas, ou até milhares, de genes são responsáveis por essas doenças, sendo que cerca de metade deles pode ser comum aos dois distúrbios. Mas, infelizmente, a grande maioria ainda não foi descoberta.

“Estão sendo realizados estudos genéticos no mundo todo, em larga escala, visando encontrar os genes responsáveis por essas doenças,” comenta Lichtenstein, que atualmente lidera um desses estudos. “Devemos procurar superposição não apenas entre esquizofrenia e transtorno bipolar, mas também entre outras doenças psiquiátricas, como a depressão.”
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