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13 de janeiro de 2009
Doenças da pele aumentam no verão
Secretaria estadual da Saúde alerta para cuidados com micoses, manchas e queimaduras solares mais freqüentes nesta época do ano
 
O verão chegou formalmente em dezembro e com essa estação a preocupação com as doenças de pele que proliferam a temperaturas mais elevadas. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, as consultas com dermatologistas em hospitais e ambulatórios estaduais aumentam cerca de 20% em janeiro e fevereiro, em relação aos demais meses do ano.

Ao contrário do que se imagina, queimaduras provocadas pela exposição excessiva ao Sol não são o principal motivo que levam as pessoas ao dermatologista. “As campanhas de conscientização alertaram as pessoas sobre o uso constante de protetores solares. Atualmente, grande parte das pessoas sabe qual a forma mais saudável de se expor ao sol”, avalia o médico Ricardo Tardelli, coordenador estadual de Saúde.

Liderando a lista de doenças de pele características do verão estão as micoses, responsáveis por metade das consultas médicas. O aumento da temperatura e umidade cria o cenário para proliferação de fungos, principalmente entre os dedos dos pés e na virilha.

“À primeira vista as micoses podem não representar muito perigo, além do desconforto da coceira. O problema é o risco de infecção secundária, porque esse tipo de lesão pode servir de porta de entrada para bactérias que se alojam no tecido subcutâneo e podem levar a doenças mais graves em outras partes do corpo, como pernas e costas”, alerta Tardelli.
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